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Final da Copa Governador reúne times destaques do interior baiano

Por Ricardo Alves

Final da Copa Governador reúne times destaques do interior baiano
Conquista e Jacuipense disputam posto de 3ª força da Bahia. Foto: Reprodução
A final da Copa Governador do Estado de 2014 conta com os dois clubes que têm sido destaques recentes do futebol baiano no interior, Jacuipense e Vitória da Conquista. O time da cidade de Riachão do Jacuípe, que voltou a disputar a primeira divisão do Campeonato Baiano em 2013, neste ano foi vice-campeã da primeira fase e garantiu vaga na Copa do Brasil do próximo ano. Além disso, a equipe quase conseguiu acesso para a Série C do Campeonato Brasileiro. Do outro lado está o Bode, como é mais conhecido, que em apenas nove anos de existência chegou nas seis finais da Copa do Governador, sendo campeão três vezes, e disputou três vezes a Série D do Brasileirão. O primeiro jogo da final foi realizado na quarta-feira (25) e terminou com a vitória do Jacuipense por 1 a 0, que dá vantagem de jogar pelo empate na partida da volta, que será no domingo (30), em Conquista. Conheça um pouco da história de cada clube.
 

Felipe Sales, presidente do Jacuipense/ Foto: Glauber Guerra/ Bahia Notíticas
 
Fundado em 1949, a equipe do Jacuipense passou por uma crise e ficou quatro anos fora do cenário do futebol, tendo a última partida sido realizada no final de 2006. Em 2010, Felipe Sales assumiu a presidência do clube e fez a divisão de base voltar a funcionar. No ano seguinte, o time voltou a disputar a segunda divisão do campeonato estadual. “Quando cheguei havia pendências com a Federação Bahiana de Futebol (FBF) e fui aos poucos tentando resolver os problemas”, conta Felipe. O mandatário da Jacuipense tinha como objetivos em dois anos subir para a elite do futebol estadual, o que acabou acontecendo. Em 2012 a equipe conseguiu o acesso para a 1ª divisão do Campeonato Baiano. O outro objetivo era disputar competição nacional. Em 2014, o time de Riachão do Jacuípe disputou a Série D do Brasileirão e quase conseguiu o acesso para a Série C. “A gente faz um planejamento sempre no início do ano e temos sempre cumprir fielmente, o segredo é manter uma base do time”, diz o presidente da Jacuipense. Apesar dos recentes resultados positivos, Felipe destaca a principal dificuldade que encontra: “Futebol é muito caro, nosso orçamento é pequeno e temos dificuldade para fazer o futebol, pois sou advogado, tenho outros afazeres e corro atrás das questões burocráticas. A falta de apoio é um problema que afeta não apenas a Jacuipense, mas como os clubes em geral. Sem a cota anual da FBF (cujo valor não foi revelado) talvez a gente não estivesse nessa situação”. O presidente da Jacuipense tem encontrado dificuldades para conseguir patrocínios. A empresa HWC investiu no clube de abril de 2011 até o Baianão deste ano. Deste então, o clube não conseguiu mais apoio privado nem público. “Não tínhamos mando de campo, acho que isso contribui para não conseguirmos investidor. Espero que a reforma no estádio termine e a gente possa jogar realmente em casa em 2015”, revela Felipe. A política utilizada no clube é a de “pés no chão”, sem fazer loucuras na contratação de jogadores: a média salarial é de R$1.500 por atleta. Para o próximo ano, o mandatário do clube sonha alto: “Bahia e Vitória estão em um momento ruim e queremos nos aproveitar disso. Se eles não montarem um bom time podemos brigar pelo título baiano”.
 

Ederlane Amorim, presidente do Vitória da Conquista/ Foto: Glauber Guerra/ Bahia Notícias
 
A história do Vitória da Conquista é recente. O clube foi fundado em 2005 por Ederlane Amorim que, desde então, é o presidente do clube. Apesar do pouco tempo de estrada, em 2008 brigou pelo título Baiano até a última rodada, o que garantiu vaga na Série D do Brasileirão do mesmo ano. O mandatário do bode conta como faz para a equipe conseguir bons resultados: “Nosso planejamento é o mesmo desde 2006, sempre visando o título, seja na Bahia ou fora. Às vezes não dá resultado, mas faz parte do futebol. Sempre temos time competitivo, trazemos jogadores que atendem ao nível financeiro do clube. Temos nove anos, nunca brigamos contra rebaixamento e disputamos a Série D por quatro anos seguidos. Não conheço nenhum clube que tenha conseguido isso”. Mas Ederlane reclama do mesmo problema citado pelo presidente da Jacuipense, Felipe Sales, que é a falta de patrocínio. “Talvez a gente não consiga resultados melhores por falta de apoio financeiro. A Série D a gente disputa por disputar, pois não temos ajuda de ninguém nem do Governo do Estado. Não temos televisão, ela nunca vai patrocinar. Série D temos o dinheiro da venda de camisas, de jogadores, principalmente os que às vezes vão para Bahia ou Vitória, e a cota da FBF”, revela Ederlane. O presidente do Conquista trabalha com um orçamento em torno de R$600 mil por ano, com folha salarial que nos campeonatos Baiano e na Série D é de R$120 mil. Na Copa Governador a folha cai para R$40 mil. A redução é devido ao clube não ter receita alguma na competição. “Não temos obrigação de ganhar Baiano nem Série D com esse orçamento. Na Copa do Governador a história é outra, pois todo mundo fica no mesmo nível. Mas, quando fundei o clube coloquei como meta ser campeão do Baiano da primeira divisão no máximo em dez anos, ainda temos até 2016 para conseguir esse objetivo".