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Após proibição da Federação Internacional de Vôlei, Irã fala em injustiça e rejeita punição

Por Edimário Duplat

Após proibição da Federação Internacional de Vôlei, Irã fala em injustiça e rejeita punição
Foto: AP
Depois da decisão da Federação Internacional de Vôlei (FIVB) em proibir o Irã de receber competições internacionais enquanto mulheres forem impedidas de assistir as partidas masculinas, o país asiático rejeitou a punição e alegou existir uma injustiça da entidade em relacionar um ato “não-esportivo” com a modalidade.

Segundo o presidente da Federação Iraniana de Vôlei, Mohammad Reza Davarzani, a FIVB atrela a sua decisão a recente polêmica com a jovem Ghoncheh Ghavami, iraniana presa por tentar assistir a um jogo de vôlei na cidade de Isfahan, no Irã. “O caso GhavamI não tem nada a ver com o vôlei. É injusto estabelecer uma relação entre um ato não esportivo e o nosso esporte” afirmou. Segundo o dirigente, não se pode culpar a entidade por uma detenção que ocorreu fora do estádio e não responsabilidade da federação.

No último dia 3 de novembro, Ghoncheh Ghavami, de 25 anos, foi condenada a um ano de prisão por divulgar propaganda contra o Estado. Ao lado de outros 40 protestantes, a iraniana foi detida por reivindicar a possibilidade de assistir ao jogo entre Irã e Itália, válido pela fase classificatória da Liga Mundial Masculina de Vôlei 2014.