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Presidente da Federação Internacional de Vôlei critica prisão de jovem no Irã

Por Edimário Duplat

Presidente da Federação Internacional de Vôlei critica prisão de jovem no Irã
Foto: Reprodução
A punição dada a iraniana Ghoncheh Ghavami, de 25 anos, por querer assistir a uma partida de vôlei em seu país repercutiu na Federação Internacional de Vôlei (FIVB), que enviou uma carta ao presidente do país, Hassan Rohani, com o pedido de rever a punição.

"Essa moça está presa há 127 dias. Ela queria ver um jogo de vôlei, e esse foi o crime que cometeu. Isso é um absurdo, é uma mentalidade neandertal. Por isso, fiz uma carta ao presidente do Irã dizendo que não quero interferir nas leis de cada país. Mas, por um motivo de humanidade, que ele tentasse intervir nesse assunto, pois não tem sentido prender uma moça porque queria ver um jogo de vôlei" afirmou o presidente da FIVB, Ary Graça, ao canal Sportv.

Ghoncheh Ghavami teve destaque na mídia internacional ao ter sido detida por protestar no entorno da partida entre Irã e Itália, válida pela Liga Mundial 2014, em desacordo com as leis do país que proíbem mulheres que freqüentam eventos esportivos masculinos. De acordo com as autoridades locais, a norma foi determinada com a alegação de que o mau comportamento dos torcedores pudessem mudar a atitude das mulheres. "Dizer que a torcida iria perturbar as mulheres não tem sentido, ele que cuide dos torcedores e não das mulheres. Não tive resposta até hoje, mas estamos fazendo pressão através da Federação Iraniana de Vôlei para que isso não se repita" completou Graça.


Mesmo afirmando que a FIVB não prejudicará os atletas e a federação local pelas atitudes de seu governo, o mandatário explica que a lei imposta pelo país irá dificultar qualquer escolha para sediar torneios de Vôlei.
Na última semana, Guavami foi condenada a um ano de prisão, mesmo com a sua família colhendo 700 mil assinaturas em petição pela sua liberdade.