Em revitalização, Tênis de Mesa espera vencer dificuldades financeiras e integrar toda a Bahia
Por Edimário Duplat
Foto: Divulgação
Terceiro esporte mais praticado no Brasil, perdendo apenas para o futebol e o vôlei, o Tênis de Mesa é uma das modalidades que mais vem se destacando no cenário estadual nos últimos anos. Com uma recente reforma em sua organização, a Federação Baiana da modalidade (FBTM) realiza um trabalho de integração entre as diversas cidades do interior do estado e a capital, estimulando a formação de novos atletas e se destacando nas competições disputadas no país.


Moalisson Marques, uma das revelações do Tênis de Mesa baiano
Mesmo sem deixar de exaltar os recentes feitos da delegação, Paulo Carneiro confessa que existe uma grande diferença de nível do estado em relação aos da região sudeste. “Com o grande número de descendentes de japoneses e chineses concentrados no Rio e em São Paulo, o Tênis de Mesa nacional acaba ficando mais concentrado naquela região, e como não temos um centro de treinamento é difícil competir nesse patamar” disse. Com isso, as chances de uma participação olímpica em 2015 não são das melhores para os mesatenistas baianos, o que faz com que um planejamento para 2020 já seja implementado pela federação. “Hoje temos atletas baianos na briga, mas como eles não participam de competições internacionais fica difícil conseguirem uma vaga com os melhores do Brasil. Na verdade, a formação de um atleta para os Jogos é de 8 a 10 anos. Tem que se iniciar cedo, trabalhando a postura corporal, por exemplo. Mas temos previsões para 2020” reiterou. De acordo com o dirigente, natural de Feira de Santana, a meta principal para a busca de novos atletas é descentralizar os esforços, o que na verdade reflete a força de diversos pólos do Tênis de Mesa no interior do estado. “O que acontece é que os professores tem feito essas peneiras com os jovens já no interior, e estamos querendo trazer isso para a capital, fazendo uma parceria com o Clube Espanhol. Hoje temos o nosso melhor atleta vindo de Itororó, os destaques mirins são de cidades como Camaçari, Itabuna. Além de que temos um bom trabalho sendo feito pelos clubes de Feira e Juazeiro, por exemplo”.

Tricampeão Baiano, Rafael Rocha é uma das referências do estado
