Sem piscinas, Polo Aquático baiano sobrevive com paixão de atletas e novas alternativas
Por Edimário Duplat
Foto: Polo Aquático Bahia/Facebook/Divulgação
Dentre os muitos esportes praticados nas piscinas, o Polo Aquático é uma das modalidades que mais apresenta dificuldades em território baiano. Em um ambiente com carência de equipamentos voltados a prática do desporto aquático e com a crescente decadência dos clubes e agremiações multiesportivas, um dos esportes mais tradicionais dos jogos olímpicos vive apenas pela paixão dos seus praticantes, que em meio à ideias alternativas, conseguem manter em evidência o desporto.

Brasil foi medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos 2011
Foto: AFP

Torneio realizado em 2012 nas piscinas baianas.
Foto: Facebook/Reprodução
Atuando desde os anos 80, Alexandre é fruto de uma das últimas gerações que figurou a nível profissional no estado, e depois de passagens por piscinas no Brasil e na Europa, segue ministrando aulas em um dos poucos espaços disponíveis para a prática do desporto aquático na capital baiana. Porém, segundo o próprio atleta, a criação de uma nova geração esbarra em fatores externos que não ajudam o desenvolvimento do Polo Aquático nas piscinas. “O fim de clubes como a Associação Atlética e a decadência de outros, fizeram com que ficássemos limitados a poucas opções em Salvador. E sem piscinas com medições olímpicas, como era o caso da Fonte Nova, hoje ficamos em desvantagem. Sofremos muito com isso, porque temos a natação fraca e vamos jogar com uma diferença de dimensão (da piscina) que para nós é absurda, e com isso temos pouco tempo para chegar no ataque. O Polo Aquático é um esporte coletivo que exige muito do atleta pelo seu preparo físico e desgaste, e precisa de muita dedicação” confessa. Sem uma nova geração, o número de atletas em atividade torna impossível o retorno de um campeonato estadual, o que faz com que a representação baiana em torneios federativos seja organizada por um combinado de atletas cada vez mais veteranos, e desfocados com os novos regulamentos do esporte.

A Academia Cavalo Marinho utiliza o Clube Baiano de Tênis para
o ensino do Polo Aquático em Salvador Foto: Facebook/Reprodução

Morro de São Paulo é uma das sedes do Circuito Brasileiro
de Praia de Polo Aquático Foto: Facebook/Reprodução
