Atletas processam jogos por direitos de imagem. Jogadores de Bahia e Vitória estão na lista
Por Edimário Duplat
Não vai ter Bahia e Vitória no Fifa? Foto: Reprodução
Depois do anúncio da exclusão das equipes brasileiras na próxima edição da franquia de games Fifa, da EA Sports, uma reportagem produzida pelo site ESPN.com.br apurou que mais de mil jogadores brasileiros acionaram judicialmente as empresas de jogos eletrônicos que utilizam a imagem dos atletas em seus produtos. Dentre eles, os atletas Marcelo Lomba, Fahel, Lincoln e Rafael Miranda do Bahia e Juan, do Vitória, integram a lista.
Segundo informações da matéria, não somente a EA Sports como a Konami, Sega e Game Loft foram acionadas por falhas em negociação. Entretanto, a produtora do Pro Evolution Soccer alterou o seu contrato e passou a responsabilidade dos direitos para os clubes na edição 2015. Já no caso da empresa responsável pelo Fifa, a entidade informou que “falhas” nos contratos dos direitos de imagem de algumas agremiações fez se tornar inviável a utilização dos times brasileiros na próxima edição do game.
Segundo informações da matéria, não somente a EA Sports como a Konami, Sega e Game Loft foram acionadas por falhas em negociação. Entretanto, a produtora do Pro Evolution Soccer alterou o seu contrato e passou a responsabilidade dos direitos para os clubes na edição 2015. Já no caso da empresa responsável pelo Fifa, a entidade informou que “falhas” nos contratos dos direitos de imagem de algumas agremiações fez se tornar inviável a utilização dos times brasileiros na próxima edição do game.
"Eu tenho amplo conhecimento na área de direito esportivo das legislações italiana, espanhola,
portuguesa... Todas as entidades nacionais nesses casos têm permissão legal e autorização estatutária para negociar esse direito. E isso não existe e não pode existir no Brasil, não tem como. Com base nisso a FIFPro (Federação Internacional dos Jogadores Profissionais de Futebol) dá autorização para jogadores do mundo inteiro, mas no Brasil, como não tem validade, notifiquei as empresas com jogos desde 2008 e até hoje, pedindo indenização do passado e providência quanto aos jogos atuais" informou Leonardo Laporta, advogado dos jogadores envolvidos na ação.
