Cacique Pataxó revela pajelança momentos antes da final da Copa do Mundo
Por Edimário Duplat
Foto: AP
Após a conquista do título mundial, os jogadores da Alemanha festejaram muito o tetracampeonato de futebol. Entretanto, durante a celebração em campo os atletas efetuaram uma dança similar aos rituais dos Índios Pataxós da Coroa Vermelha, o que segundo os próprios membros da tribo foi um agradecimento dos germânicos ao ritual organizado pelos indígenas momentos antes da grande final.
Em entrevista ao jornal Correio, o Cacique José Valério Matos, conhecido como Zeca Pataxó, confessou que os índios ensinaram aos jogadores da equipe alemã os movimentos do Anguaré, a dança de fortalecimento da tribo, nos dois treinos em que puderam acompanhar no Campo Bahia, local de treinos localizado em Santa Cruz Cabrália, no Extremo Sul do Estado. Com isso, os Pataxós organizaram uma pajelança meia hora antes do jogo decisivo.
Em entrevista ao jornal Correio, o Cacique José Valério Matos, conhecido como Zeca Pataxó, confessou que os índios ensinaram aos jogadores da equipe alemã os movimentos do Anguaré, a dança de fortalecimento da tribo, nos dois treinos em que puderam acompanhar no Campo Bahia, local de treinos localizado em Santa Cruz Cabrália, no Extremo Sul do Estado. Com isso, os Pataxós organizaram uma pajelança meia hora antes do jogo decisivo.
“A pajelança foi muito forte, muito vibrante. Pelo visto deu certo, né? E, depois de tudo, ainda assistir eles dançando no campo, com a taça no meio, foi muito emocionante. Estamos muito felizes” admitiu Zeca Pataxó. Entretanto, mesmo bastante emocionado o cacique “não perdoou” a falta de sincronia dos alemães na comemoração. “Olha, eles dançaram meio sem jeito, mas o importante é que dançaram” brincou.
Além da integração entre tribo e seleção, os índios pataxós também podem comemorar o legado deixado pela passagem da Copa do Mundo no Brasil. Além da doação de um cheque de R$ 30 mil feito pela federação ao povo indígena, Zeca Pataxó espera que visibilidade conseguida neste período possa ajudar nos recentes pedidos feitos pela tribo ao governo federal para ampliação de sua terras na região.
Além da integração entre tribo e seleção, os índios pataxós também podem comemorar o legado deixado pela passagem da Copa do Mundo no Brasil. Além da doação de um cheque de R$ 30 mil feito pela federação ao povo indígena, Zeca Pataxó espera que visibilidade conseguida neste período possa ajudar nos recentes pedidos feitos pela tribo ao governo federal para ampliação de sua terras na região.
