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MTE-SP diz ‘fazer de conta que não vê’ irregularidades no Estádio do Itaquerão

MTE-SP diz ‘fazer de conta que não vê’ irregularidades no Estádio do Itaquerão
Clayton de Souza/Estadão
Em entrevista a Folha de São Paulo, o titular da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE-SP), Luiz Antônio Medeiros, afirmou que o órgão está “fazendo de conta que não vê” irregularidades na construção do Estádio Itaquerão, uma das 12 arenas construídas ou reformadas para a Copa do Mundo 2014.

“Se esse estádio não fosse da Copa, os auditores teriam feito um auto de infração por trabalho precário e paralisado a obra. Estamos fazendo de conta que não vemos algumas coisas irregulares” disse o superintendente.

Sobre a morte do operário Fábio Hamilton da Cruz, que caiu de uma altura de nove metros e não resistiu aos ferimentos, Luiz Medeiros completou “Isso é trabalho precário. Não vamos nem entrar nesse assunto porque vai atrasar ainda mais a obra. Falei com o ministro e ele deu respaldo. Estamos fazendo de conta que não estamos vendo”.

Fabio Hamilton foi o terceiro operário falecido nas obras do Itaquerão. Em Novembro do ano passado, Fábio Luis Pereira e Ronaldo Oliveira também foram vitimas do tombamento de um guindaste nas obras do estádio paulista.  

Apesar de fazer “vista grossa” as condições de trabalho existentes, Medeiros reitera que só ocorrerá a liberação do trecho da obra interditado após o acidente se a Fast, empresa contratada para a instalação das arquibancadas provisórias, levar documentos necessários para o processo.  “Foram cinco itens pedidos. Se eles não apresentarem todos, não tem liberação. Eu não assino”, afirma.

Dentre eles, o que causa maior polêmica entre Fast e SRTE é a necessidade de um item de proteção coletiva para os funcionários, sugerido pelos técnicos com a colocação de uma rede. Entretanto, a empresa responsável pode apresentar alternativa dentro das Normas Regulamentadoras, o que ainda não ocorreu.