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Banco do Brasil ameaça tirar patrocínio da Confederação Brasileira de Vôlei

Por Agência Estado

Banco do Brasil ameaça tirar patrocínio da Confederação Brasileira de Vôlei
Ary Graça, ex-presidente da CBV l Foto: VIPCOMM
O Banco do Brasil, patrocinador do vôlei brasileiro há 23 anos, e que tem sua marca fortemente associada à modalidade, emitiu um duro comunicado contra a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) nesta segunda-feira. No texto, exige que a entidade se explique sobre as denúncias que causaram a renúncia do presidente Ary Graça e condiciona a continuidade do patrocínio - de R$ 24 milhões anuais - à imediata adoção de medidas corretivas. "O Banco do Brasil não irá compactuar com qualquer prática ilegal, ou que seja prejudicial ao esporte, eventualmente cometida pelas entidades com quem mantém contratos de patrocínio. O Banco condiciona a manutenção do apoio ao vôlei ao pronto esclarecimento dos fatos denunciados e à imediata adoção de medidas corretivas", diz o texto divulgado à imprensa. De acordo com reportagens da ESPN Brasil, a SMP Logística e Serviços Ltda, empresa pertencente a Marcos Pina, ex-CEO da CBV, receberia R$ 10 milhões a título de "remuneração relativa aos contratos de patrocínios firmados entre a CBV e o Banco do Brasil" no período de cinco anos, de abril de 2012 a abril de 2017. "O Banco do Brasil já solicitou esclarecimentos à CBV imediatamente após a divulgação dos primeiros fatos e aguarda as respostas da entidade para avaliar os desdobramentos relativos ao contrato de patrocínio", apontou o banco, nesta segunda-feira (17). A denúncias causaram a renúncia de Ary Graça, que presidia a CBV desde 1995, mas estava licenciado do cargo desde que se tornou presidente da FIVB, em dezembro de 2012. Sua saída confirmou a efetivação de Walter Pitombo Laranjeiras, o Toroca, que vinha ocupando a posição de "presidente em exercício". "Apesar de não ter responsabilidade legal ou contratual para fiscalizar a aplicação dos recursos do patrocínio, o Banco do Brasil entende que é necessário a CBV adotar novas práticas de gestão que tragam mais transparência para a aplicação dos recursos e, por exemplo, vedem a contratação de empresas que eventualmente tenham como sócios dirigentes da Confederação" reclama o Banco do Brasil.