Jogadores espanhóis se recusam a disputar partida por conta de salários atrasados
Foto: Reprodução / ESPN
As quartas de final da Copa do Rei, da Espanha, foram marcadas por um protesto histórico: os jogadores do Racing Santander, equipe da terceira divisão, decidiram não jogar a partida contra a Real Sociedad, nesta quinta-feira (30) porque não recebem salários há três meses.
Após o início do jogo, os jogadores se abraçaram no gramado. O juiz deu a partida por encerrada após confirmar com os atletas que estes não jogariam, sob aplausos da torcida.
Os atletas pedem a renúncia do presidente do Racing, Ángel Lavín. "A decisão veio tarde, é verdade, teria que ter acontecido antes, mas agora está aí. Seguimos cada vez mais unidos. Ángel Lavín tem que renunciar", disse Oriol, um dos líderes da equipe.
Os jogadores já haviam divulgado que não jogariam cerca de duas horas antes da partida. "Estão unidos e convencidos da decisão de não jogar. Não podemos fazer outra coisa a não ser apoiá-los. Eles têm legitimidade de sobra para aguentar o que estão passando. Expliquei a eles as consequências econômicas de não disputar o jogo", afirmou Luis Rubiales, presidente da Associação dos Futebolistas Espanhóis, ao jornal El País.
Este foi o segundo protesto dos atletas em 2014. Eles já haviam ficado cerca de 30 segundo sem jogar na partida contra o Almería, no dia 8 de janeiro. Já na última segunda-feira, 27 de janeiro, os jogadores do Racing hviam lançado um comunicado exigindo a renúncia imediata do presidente Ángel Lavín.
