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Dilma quer acelerar parcerias para segurança na Copa

Por João Domingos l Agência Estado

Dilma quer acelerar parcerias para segurança na Copa
Foto: AFP
O registro no fim de semana de atos de vandalismo e repressão da polícia em protestos contra a realização da Copa do Mundo, quatro meses e meio antes do início do torneio mundial de futebol, levou o governo federal a acelerar convênios e parcerias com os governos estaduais visando ao aumento da segurança nas ruas. Um plano estratégico de atuação da Polícia Federal, Forças Armadas e Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi entregue à presidente Dilma Rousseff, que pretende convocar uma reunião sobre a segurança da Copa quando retornar de Cuba. Os ministérios da Justiça, Defesa e Esporte, além do Gabinete de Segurança Institucional, informaram que estão aguardando o chamado da presidente para dar maiores informações sobre o plano estratégico para atuação nas ruas, nos aeroportos e nas fronteiras antes e durante a Copa. Dentro dos estádios de futebol a própria Fifa terá um corpo particular de segurança. Do lado de fora das arenas as polícias militar de cada Estado-sede da Copa farão o patrulhamento. De acordo com o Ministério da Justiça, agentes comandados pela Secretaria de Segurança para Grande Eventos já estão trabalhando em conjunto com o serviço de inteligência das polícias militar e civil dos Estados. Por orientação do ministro José Eduardo Cardozo, que retornou de férias nesta segunda-feira, os agentes da PF têm conversado com os comandantes das PMs para que a violência seja contida. Há o receio de que para cada ação truculenta os protestos aumentem, chegando ao ápice durante a Copa, com possibilidade de se prolongar durante a campanha eleitoral, quando todas as autoridades estarão envolvidas, seja do lado do governo, seja da oposição.Da parte da Defesa, a ideia é atender todos os Estados que pedirem reforço das Forças Armadas. O ministro Celso Amorim já disse à presidente Dilma Rousseff que um bom exemplo de uso das três Forças pode ser buscado na ocupação do Morro do Alemão, em 2010. Na quinta-feira passada houve uma reunião entre representantes do Ministério da Justiça, da Defesa e da Segurança Institucional, ao qual está submetida a Abin. Independentemente do pedido dos governadores, a Abin vai infiltrar agentes entre os manifestantes, na tentativa de identificar os que aproveitam os protestos pacíficos para criar tumultos ou praticar assaltos.