Líder do Bom Senso, Paulo André demonstra revolta com CBF: 'Fomos enrolados'
Foto: Tom Dib / Lance Press
Paulo André, um dos líderes do Bom Senso FC, criticou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) por estar “enrolando” os mais de mil jogadores que fazem parte do grupo. O zagueiro ainda afirmou que novas ações serão organizadas já nas próximas semanas, pedindo mudanças para 2015. Inclusive, a ameaça de greve continua, e pode sair do papel durante os Estaduais.
“É mais do que possível uma greve, não tem nada descartado. Para mim, Paulo André, é a única medida viável, mas o Bom Senso, como o próprio nome diz, vai tentar o diálogo e promover outras ações para que os responsáveis pelo futebol possam tomar atitude. Lamentamos o desprezo e a falta de atenção ao futebol brasileiro, que está jogado às traças e ninguém faz nada”, afirmou durante entrevista coletiva no Centro de Treinamento do Corinthians.
Dos pedidos do Bom Senso FC, criado em setembro, apenas um pedido foi atendido: a pré-temporada de 2015 foi esticada em alguns dias, mas nada significativo segundo Paulo André.
“O Bom Senso nasceu com as bandeiras do fair play financeiro e do calendário. Mas além do calendário estar ruim, porque os times pequenos jogam 15 jogos o ano todo, são 18 mil atletas que ficam desempregados a partir de abril, não existe fair play. Só alguns jogadores do Paulista de Jundiaí ganharam uma ação por salários atrasados. Esse modelo atual é feito para não funcionar, porque perde ponto, rebaixa o time e o jogador que reclamou não pode entrar na cidade de novo. O futebol brasileiro tem verdadeiros bóias-frias, e estamos lutando por eles”, disse.
