Ministério Público aponta CAP como responsável por violência em Joinville
Foto: Geraldo Bubniak / Foto Arena
O promotor do Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC), Francisco de Paula Fernandes Neto, apontou o Atlético-PR como responsável pela violência na Arena Joinville neste domingo (8). Segundo o MP, a Federação Municipal de Esportes, administradora do estádio, descumpriu acordos feitos em 2009 com o órgão.
Dentre as determinações do MP-SC,estavam a instalação de grades para separar a torcida rival. Tanto o secretário de comunicação da Prefeitura de Joinville, Marco Aurélio Braga, e o presidente da entidade gestora do estádio, Fernando Krelling, afirmaram que a separação existe. No entanto, o clube paranaense teria pedido na última sexta (6) que o espaço para os visitantes fosse ampliado. Com isso, foi feito um cordão de seguranças privados, o que não foi suficiente para impedir o confronto dos torcedores.
Segundo Krelling, a área de visitantes tem 1,7 mil lugares. No borderô da partida, no entanto, constam mais de 2,6 mil entradas vendidas para os visitantes. "Existe uma limitação para a torcida adversária de 1.700 lugares, que são separados por duas grades de proteção. Tem uma grade dupla, com um vão entre elas. Mas para esse jogo, como era a partida do Vasco e existia muita procura, para não haver torcedores vascaínos no meio dos atleticanos, eles resolveram aumentar essa área de visitantes. Aí sim, a Polícia Militar fez uma vistoria ao lado deles, fizeram uma separação embaixo da arquibancada e o cordão de isolamento com seguranças privados. Mas tudo isso foi resolvido pelo clube e pela PM. Existe a separação, mas ela foi ultrapassada porque o Atlético-PR vendeu ingressos a mais para os visitantes", afirmou.
De acordo com Krelling, o acerto foi feito também na partida entre Atlético-PR e Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro, em junho. Na ocasião, não houve confusão entre as torcidas. Segundo ele, a Polícia Militar sugeriu que 90 seguranças privados mantivessem a ordem no interior da arena. "O Atlético-PR até se prontificou a colocar os melhores homens no cordão de isolamento e a PM acatou. A reunião aconteceu no início da tarde de sexta-feira e a própria polícia solicitou esse número de 90 seguranças para a partida", comentou.
O secretário de comunicação da Prefeitura de Joinville confirmou as informações e considerou a ampliação da área dos visitantes um erro no planejamento de segurança. "O Atlético-PR vendeu mais ingressos para a torcida do Vasco, que ocupou um espaço que não é reservado para a torcida adversária na arena. Então foi feito um cordão humano. Há um espaço limitado para a torcida rival, separado por grades. O que eu aponto como erro de segurança também é esse espaço maior para a torcida do Vasco. Não poderia ser construída uma grade só para isso", explicou.
