CBF usa regra para ameaçar protesto do Bom Senso FC
Foto: Thales Soares
A ideia do movimento organizado pelos jogadores de futebol de todos clubes da Série A, Bom Senso FC, na rodada desta quarta-feira (13), era cruzar os braços após o apito inicial dos árbitro para demonstrar o descontentamento com o desinteresse da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) na discussão por um calendário brasileiro mais organizado e justo. No entanto, por meio dos árbitros, a confederação se utilizou de uma regra para ameaçar os jogadores integrantes do grupo.
Na derrota para o São Paulo, por 2 a 0, em Itu, os jogadores do Flamengo relataram ameaça do árbitro Alício Penna Jr. de dar cartão amarelo caso ficassem de braços cruzados após o início da partida. Dessa forma, os atletas dos dois times optaram por tocar a bola entre os rivais para retardar o início da partida.
Com a preocupação de serem punidos, os jogadores tiveram a ideia, ainda antes da partida tocarem a bola de lado. De acordo com o Globoesporte.com, Elias, Chicão e Leo Moura, do Flamengo, foram até o vestiário do São Paulo, antes do jogo entre as duas equipes, em Itu, para combinar como seria a manifestação.
Pelas regras da Fifa, no futebol, há sete possibilidades de punição de atletas por cartão amarelo. São elas: conduta anti-desportiva; divergência por palavras ou ação; entrar ou reentrar em campo sem permissão do árbitro; persistente infração das regras do jogo; atrasar o reinício do jogo; não respeitar a distância requerida para reinício do jogo, ou chute livre; deliberadamente deixar o campo de jogo sem permissão do juiz. Neste caso, os atletas não atrasaram o início da partida, já que a bola estava rolando, por isso, não haveria punição.
Veja abaixo o protesto dos jogadores do São Paulo e Flamengo:
