Nenê contesta vaias do público brasileiro: 'Pobres de espírito'
Foto: Marcelo Carnaval / Ag. O Globo
O jogo entre Washington Wizards e Chicago Bulls que aconteceu neste sábado (12), no Rio de Janeiro, ficou para a história. Os fãs brasileiros de basquete puderam ver de perto como são os jogos da principal liga, a NBA. No entanto, a torcida não poupou vaias ao conterrâneo Nenê que, apesar de convocado, pediu dispensa e não defendeu a seleção.
Além da torcida, o ex-jogador Oscar Schmidt também criticou a atitude do atleta ao afirmar que os jogadores que pediram dispensa "deram um calote no país". "É o Brasil que está vaiando ele. Não fale do meu país no seu discurso, porque no mês passado você não jogou na sua seleção e vem jogar uma pré-temporada da NBA aqui. Ele não tem direito nenhum de falar do país. Eu não critico o Nenê, critico a atitude dele. Meu conselho eu dou através de vocês".
Nenê rebateu as críticas durante a entrevista coletiva após o jogo. Apesar de não citar o nome do Mão Santa, o pivô dos Wizards se dirigiu às pessoas que se manifestaram contra ele.
Além da torcida, o ex-jogador Oscar Schmidt também criticou a atitude do atleta ao afirmar que os jogadores que pediram dispensa "deram um calote no país". "É o Brasil que está vaiando ele. Não fale do meu país no seu discurso, porque no mês passado você não jogou na sua seleção e vem jogar uma pré-temporada da NBA aqui. Ele não tem direito nenhum de falar do país. Eu não critico o Nenê, critico a atitude dele. Meu conselho eu dou através de vocês".
Nenê rebateu as críticas durante a entrevista coletiva após o jogo. Apesar de não citar o nome do Mão Santa, o pivô dos Wizards se dirigiu às pessoas que se manifestaram contra ele.
- Eu não devo satisfação a pessoas pobres de espírito. Todas as pessoas que acompanham o basquete e querem o bem sabem o que acontece. Tudo que aconteceu comigo tem explicação, só foi mal informado, não teve a fonte correta para explicar aos fãs. Tive lesões, teve o nascimento do meu filho, quebrei o braço, teve o câncer. Não vou deixar pessoas egoístas e pobres de espírito interferir.
Nenê lembrou do apoio de parte dos torcedores e de como serve de exemplo para muitas pessoas. "É por isso que o nosso basquete não consegue evoluir. Mas eu sei que existem pessoas competentes que um dia podem entrar e mudar o futuro. A gente deveria estar comemorando um fato inédito e estamos falando de coisa pequena, coisa mesquinha. Acho que é isso que o Brasil tem que mudar para crescer", declarou.
O pivô foi vaiado quando teve seu nome anunciado na apresentação dos jogadores, ao fazer um discurso de abertura em quadra e até ao arremessar lances livres. O ala-armador Leandrinho, que está sem clube e acompanhava a partida, também foi vaiado quando teve seu nome anunciado no sistema de som. O jogo terminou com a vitória dos Bulls por 83 a 81.
