Presidente do Sport critica Lei Pelé e defende volta do passe
Por Glauber Guerra
Foto: Glauber Guerra / Bahia Notícias
A Lei Pelé, instituída em 1998, causou uma transformação estrutural no futebol brasileiro. Criada com objetivo de acabar com a “escravidão” dos atletas juntos aos clubes, atingiu seu objetivo, mas causou alguns efeitos colaterais. Luciano Bivar, presidente do Sport criticou nesta terça-feira (8) a legislação defendeu o retorno do passe, citando como exemplo o futebol africano. Ele acredita que o esporte naquele continente tem crescido por utilizar a lei do passe.
– O futebol africano está crescendo porque é no método antigo. Precisa existir uma correlação entre o passe do jogador e o salário que você paga a ele. Hoje, não existe mais isso. Não existe mais passe do jogador. Você tem contrato com prazo determinado. Se houver rescisão no meio do contrato, será pior ainda, pois teremos que pagar 100% do contrato. Isso é um absurdo. Fere até a costumeira consolidação das leis trabalhistas – disse o mandatário do rubro-negro pernambucano, em entrevista ao Bahia Notícias.
O cartola sugeriu, inclusive, um "motim" dos clubes para que a Lei Pelé seja extinta.
– Temos que ter força para mudar. A união é importante. Existe uma condicionante madrástica no futebol para os clubes fora do eixo Rio-São Paulo. Se não nos rebelarmos contra a Lei Pelé, ficaremos em situação muito difícil. Isso precisa ser corrigido, pois inibe investimentos na base – completou.
