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Ex-Náutico, Jorginho critica jogadores: ‘Ou matava ou morria’

Ex-Náutico, Jorginho critica jogadores: ‘Ou matava ou morria’
Foto: Simone Villar/ Divulgação
Jorginho treinou o Náutico por 21 dias e, neste período, foram sete jogos e seis derrotas. Sem aguentar a pressão, o técnico deixou o clube no início do mês de setembro. E duas semanas após sair do cargo, o técnico afirmou nesta quarta-feira (18) que o elenco não é qualificado para brigar de igual para igual no campeonato, deixando clara a insatisfação com o nível do elenco. 
 
- Quando o presidente (Paulo Wanderley) me chamou a primeira vez, eu ainda estava no Bahia. Teve uma sondagem. E eu falei para ele que não dava. Depois, tive alguns problemas familiares e não dava para ir mesmo. Mas disse que tentaria ajudá-lo de alguma forma. Quando o Zé Teodoro saiu, o presidente me ligou, e falei: “Eu tinha prometido e eu vou”. E fui. Achávamos que poderíamos contratar com alguns jogadores, mas não podíamos mais... Eu já tinha pedido demissão no quarto jogo, e ele não deixou. Quando foi no sexto, eu falei para ele: “Não dá presidente. Ou eu vou matar um ou eu vou morrer”. Não posso morrer porque tenho duas crianças em casa para tomar contar, uma é a Suzana, minha esposa, e o Lucas, meu filho. Não vou ficar aqui tentando pegar um pelo pescoço – disse ao programa Arena Sportv, do canal fechado Sportv.
 
Questionado sobre o futuro do time pernambucano na competição, ele demonstrou pessimismo, afirmando que alguns atletas do elenco não tem condições de disputar a Série A.
 
- O nervosismo é tanto... Ninguém gosta de perder. E meu sangue não é frio. Ele é superaquecido. Eu adoro ganhar e não consigo conviver só perdendo. A situação do clube estava tão difícil... O Náutico tem bons jogadores, mas não para essa (Primeira) divisão – completou.