Terreno de autódromo do Rio pode ter explosivos; Estado cobra garantias do Exército
Foto: Agência O Globo
Após tomar conhecimento que o terreno cedido pelo governo federal e o Exército para a construção do novo autódromo do Rio de Janeiro pode conter artefatos explosivos, o governo estadual cobrou das autoridades federais explicações para ver se leva o projeto adiante, afirmou Régis Fichtner, secretário da Casa Civil, nesta quinta-feira (2).
Segundo o secretário, o governo do Estado precisa de uma garantia do governo de que os locais estejam livres de artefatos explosivos. A escolha de um novo local para o autódromo não está descartada. O Autódromo de Jacarepaguá foi demolido para a construção do Parque Olímpico dos Jogos de 2016, com a garantia de que uma nova pista de corridas seria construída na zona oeste da cidade.
A licitação para a construção do novo autódromo está programada para junho, mas, por causa das revelações, está em compasso de espera. Segundo o secretário, a licitação só será feita caso as garantias de segurança e integridade sejam apresentadas pelas Forças Armadas e o Ministério da Defesa. O local escolhido para o novo autódromo é de propriedade militar, onde, durante anos, foram realizados exercícios, incluindo inúmeras detonações de explosivos.
O secretário do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, informou que há uma determinação da Justiça para que seja feito um estudo de impacto ambiental para se analisar o risco de explosões no terreno. De acordo com o secretário, não haverá obra se essa questão não for completamente resolvida.
Além do autódromo em Deodoro, também será construído um complexo de instalações esportivas para a Olimpíada. O local receberá sete competições olímpicas, incluindo hipismo, mountain bike e pentatlo moderno. A licitação para escolha da empresa que vai executar a obra do complexo só deve ocorrer no fim do ano.
