Após ‘chuva de caxirolas’ no Ba-Vi, uso do objeto preocupa autoridades da Copa do Mundo
Foto: Max Haack / Ag Haack / Bahia Notícias
As caxirolas jogadas no gramado da Fonte Nova por torcedores do Bahia durante a derrota do tricolor para o Vitória por 2 a 1, neste domingo (28), despertou a preocupação de autoridades brasileiras da Copa do Mundo de 2014, que temem que o objeto seja utilizado como um projétil durante os jogos do mundial.
O objeto, criado por Carlinhos Brown para ser uma nova vuvuzela, foi atirado no campo por torcedores do Bahia insatisfeitos com mais uma derrota no clássico Ba-Vi e, principalmente, com a diretoria do clube.
Após o ocorrido, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, admitiu nesta segunda-feira (29) que o comportamento da torcida do Bahia "não foi uma boa notícia". No entanto, afirmou que não acredita que as atitudes se repetirão no mundial.
- Não necessariamente acontecerá algo semelhante se o Brasil estiver perdendo uma partida do Mundial – declarou.
Além de Rebelo, o diretor do Comitê Organizador Local (COL) da Copa de 2014, Ricardo Trade, também se manifestou. No entanto, foi mais duro e pediu punição aos responsáveis.
- Estou seguro de que, pela qualidade das câmeras, será possível identificar quem lança objetos. É uma questão cultural. É preciso reeducar o público. Agora estamos mais perto do campo, qualquer coisa pode ferir alguém – disse.
Na mesma linha de Trade, a Polícia Militar afirmou que avaliará punir a torcida organizada do Bahia com base no Estatuto dos Torcedores e do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre as entidades, a corporação e o Ministério Público.
