‘Quem me ataca tem mente doente e não pode impunemente me caluniar’, dispara Marin
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Em artigo publicado nesta quarta-feira (10) no jornal Folha de S. Paulo, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014, José Maria Marin, respondeu àqueles que o criticam por causa de seus discursos como deputado federal, em 1970, que insinuam uma suposta ligação do atual presidente da entidade máxima do futebol brasileiro com a morte do jornalista Vladimir Herzog, em 25 de outubro de 1975, durante a ditadura militar.
- Pedi providências (...) para esclarecer o sucateamento que ocorria em uma das poucas emissoras em que, à época, havia programas voltados à boa informação educacional e cultural para o povo paulista. Nada mais. Nesse aparte não pronunciei o nome de ninguém e me limitei apenas ao que a mídia comentava. Os lamentáveis fatos que aconteceram depois nada têm a ver comigo, como insistem alguns. Só mentes doentias e perversas, ou cegas pela paixão, podem ver nessa simples recomendação qualquer acusação nesse ou naquele sentido – escreveu Marin.
Em 9 de outubro de 1975, Marin fez um complemento a um discurso de Wadih Welu. Na ocasião, o dirigente pede uma “atenção especial não só desta Casa, mas principalmente, por parte do sr. secretário de Estado da Cultura (José Mindlin) e por parte do sr. governador do Estado (Paulo Egydio)” à TV Cultura, que tinha como diretor de jornalismo no período Vladimir Herzog. No dia 24 do mesmo mês, o jornalista foi detido pelo DOI-CODI por sua ligação com o PCB e, no dia seguinte, foi assassinado.
No artigo, Marin ainda admite que se filiou à ARENA, partido de situação na época da ditadura militar, mas ressalta que muitos outros políticos que hoje apoiam o governo federal também se filiaram.
- Quem faz de conta ignorar a história do Brasil não pode impunemente me caluniar ou difamar – completou
