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Organizadores da Copa do Qatar são acusados de usar trabalho escravo

Organizadores da Copa do Qatar são acusados de usar trabalho escravo
Foto: Phillippe Desmazes / AFP
Depois da escolha do Qatar como sede da Copa do Mundo de 2022 ser cercada de suspeitas de corrupção, começaram a surgir graves acusações sobre a preparação do país para receber o Mundial. De acordo com o jornal alemão Bild, os organizadores do evento usam trabalho escravo nas obras dos estádios.
 
Segundo a publicação, os trabalhadores, a maioria deles estrangeiros, recebem cerca de 78 centavos de dólar por hora trabalhada (cerca de R$ 1,50). Grande parte deles é do Nepal e das Filipinas e não conseguem deixar o país mesmo com a precária condição de trabalho, já que seus passaportes são confiscados pelos empregadores. Além disso, de acordo com o jornal os trabalhadores moram em pequenos quartos, com temperatura de 50ºC e sem ar condicionado. 
 
O diário alemão não foi o primeiro a divulgar as péssimas condições de trabalho das obras. O jornal inglês "The Guardian" já havia revelado em janeiro a precariedade. 
 
Em entrevista ao blog "Dirty Tackle", Sharan Burrow, secretário geral da Confederação Internacional Sindical, disse estar preocupado com as condições de escravidão.
 
- Qatar é um estado escravo. Para construir a estrutura, é mais provável que trabalhadores estejam para morrer do que 736 jogadores disputarem a Copa do Mundo - disse.