Permanência de Valdivia no Palmeiras ainda é incerta: ‘Não sei se suporto ficar’
Foto: Cesar Greco/ Fotoarena
O meia Valdivia, do Palmeiras, concedeu entrevista coletiva nesta quinta-feira (14), para falar sobre o sequestro relâmpago que sofreu e sobre sua permanência no clube paulista. Ainda abalado com o acontecimento, o jogador admitiu que não sabe se fica no Brasil e disse que sua mulher, Daniela, não quer retornar ao país.
- Minha rotina de vida já é diferente das outras. Eu agradeço o apoio do Palmeiras e o pessoal da segurança, agradeço muito, já tem hora marcada com psicólogo, e com certeza vai ajudar. Por enquanto é complicado, está tudo muito recente. Acredito que se a ideia de ir mais vezes para o Chile seria muito arriscado, são 3h40min de ida e volta, mais 1h30 no aeroporto. Ou (a família) fica aqui, ou vai sair. Não sei se consigo suportar ficar aqui, mas uma ida e vinda mais vezes ao Chile não é solução – desabafou.
O jogador ainda revelou detalhes das três horas que passou com o sequestrador. O meia foi obrigado a passear pela cidade por três horas com uma arma apontada para sua cabeça e da sua esposa e constantes ameaças.
- Ele tocou nos seios dela, ela só me contou isso depois. Foi ainda mais difícil ter ficado entre a vida e a morte e saber que ele pegou nos seios dela. É uma sensação de impotência enorme – descreveu.
