Após tragédia, Federação Egípcia de Futebol é dissolvida
Foto: AP
A gigantesca briga no jogo de futebol entre Al-Masry e Al-Ahly, no Egito, nesta quarta-feira (1º), que resultou na morte de mais de 70 pessoas, fez com que o primeiro-ministro do país, Kamal el-Ganzouri, decidisse, nesta quinta-feira (2), dissolver a Federação Egípcia de Futebol. Além disso, afirmou que os antigos membros serão interrogados pela promotoria sobre o episódio no estádio Port-Saïd.
Ativistas acusam a polícia e o exército de não terem realizado uma intervenção nos confrontos no estádio, com o objetivo de intensificar o clima de instabilidade no Egito pós-Mubarak.
Ativistas acusam a polícia e o exército de não terem realizado uma intervenção nos confrontos no estádio, com o objetivo de intensificar o clima de instabilidade no Egito pós-Mubarak.
E não foi só a federação que "acabou". Após a tragédia, três jogadores que estavam em campo deciciram terminar a carreira. Aboutrika, Moteab e Barakat, atletas do Al Ahly, e também da Seleção do Egito, avisaram que não jogarão mais futebol. Em entrevista ao site oficial do clube, o mais famoso dos três, Aboutrika, afirmou que não tem mais condição de atuar.
- Não tem mais futebol para mim depois de hoje. As pessoas estão morrendo aqui e ninguém faz nada. As vidas destas pessoas valem tão pouco assim? As forças de segurança nos abandonaram. Não havia proteção nenhuma. Estava no vestiário e vi um torcedor morrer na minha frente - desabafou.
