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'Foi um somatório de coisas', admite René Simões

Por Felipe Santana

O assunto na tarde desta terça-feira (23), no Fazendão, não poderia ser outro a não ser o desligamento de Jóbson. No período da manhã, Marcelo Lomba e Titi foram muito questionados sobre o assunto. Hora depois foi a vez do treinador René Simões, que no seu estilo conservador, buscou ao máximo preservar a imagem do atleta, sem deixar de destacar que a instituição Bahia está acima de qualquer jogador.

"Sempre conversei muito com ele. E não foi só nesta sexta. Outras coisas aconteceram, mas que nós decidimos por preservar. Foi um somatório de coisas que estavam acontecendo. Não alegrou a ninguém tomar essa decisão, foi muito dura, mas tinhamos que tomar essa atitude pelo nome Bahia que está acima de todos nós", destacou.

Sem Jóbson, René admite que ainda não conversou com a diretoria sobre nomes de um possível substituto. "Não falamos em nomes nenhum, mas agora, sem Jóbson, é normal que apareçam alguns", disse.

Se tratando do time que encara o Ceará, no próximo domingo (28), em Fortaleza, René Simões foi curto e objetivo. Lulinha substitui Carlos Alberto, enquanto Fabinho ocupará a vaga deixada por Fahel, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. "Sai Fahel entra Fabinho.  No meia vai Lulinha. Ele torceu o tornozelo e vamos torcer para que esteja bem. Se não tiver nada, ele joga. O resto do time será o mesmo, com Marcos na direita. Com essa formação nós ganhamos duas, empatamos uma e perdemos uma, que eu nem gostaria de falar mais sobre isso. Vou fazer o máximo para não mexer nesse time", destacou.
 

Por mais que evitasse falar sobre o assunto, a saída de Jóbson voltou à tona na entrevista coletiva concedida pelo treinador na tarde desta terça-feira (23), no Fazendão. René, por sua vez, buscou mudar o foco da pergunta e enalteceu a postura de alguns atletas, entre eles o capitão Titi, que apesar da pouca idade, foi elogiado pelo comandante. "O que estava acontecendo incomodava os jogadores sim, mas este grupo é especial. O Titi, que apesar de novo, é o capitão do time, tem um coração espetacular e foi muito maduro para tratar deste assunto. Ele me ajudou muito. Fabinho, Fahel, Carlos Alberto também compraram a briga e me ajudaram muito. Tudo estava sendo superado pelo comprometimento do grupo em ajudar o ser humano, mas ficou muito difícil de ser adminstrado por todos nós", finalizou.