Rildo será julgado na próxima sexta-feira
Por Maurício Naiberg
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) marcou para a próxima sexta-feira, dia 19, o julgamento do atacante do Vitória, Rildo, por conta da expulsão do atleta na partida contra o Boa Esporte, pela Série B, no dia 30 de julho. Na ocasião, o rubro-negro perdeu o confronto, por 1 x 0, e Rildo tentou agredir o árbitro Cláudio Francisco Lima e Silva com um chute.
Além de ser esquadrado no artigo 254-A §3º do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, por “agressão física a árbitro”, com pena que pode chegar a 180 dias de suspensão, Rildo também foi denunciado em outro artigo, o 258 §2º II (constituem exemplos de atitudes contrárias à disciplina ou à ética desportiva, para os fins deste artigo, sem prejuízo de outros: desrespeitar os membros da equipe de arbitragem, ou reclamar desrespeitosamente contra suas decisões) do CBJD. Com isso, a pena vai variar de seis partidas de gancho por cada infração, podendo atingir até 12 jogos de suspensão em caso de punição máxima.
Em razão da atitude irracional de Rildo, o Vitória também poderá ser punido. A denúncia capitulada no artigo 258-D diz que “as penalidades de suspensão decorrentes das infrações previstas neste Capítulo poderão ser cumuladas com a aplicação de multa de até R$ 10 mil para a entidade de prática desportiva a que estiver vinculado o infrator”, neste caso o rubro-negro.
Confira o que o árbitro colocou na súmula:
“Aos 19 do segundo tempo, expulsei do campo de jogo o Sr. Rildo de Andrade Felicissimo, n° 11 da equipe do Vitória. Por, após a aplicação de um cartão amarelo a este jogador, o mesmo veio em minha direção e deu um tapa na tentativa de acertar a minha mão que estava com o cartão em punho. O jogador, após ser expulso, me agrediu com um chute acertando a minha perna direita. O atleta precisou ser contido e retirado do campo de jogo pelos companheiros”, disse o árbitro na súmula, que ainda completou com mais informações.
“Informo, em tempo, que o atleta expulso, antes da aplicação do cartão vermelho, jogou a bola em minha direção, porém, o quarteto de arbitragem não conseguiu identificar se foi para me atingir. O atleta foi expulso com aplicação do cartão vermelho direto. Eu, árbitro da partida, não precisei de atendimento médico após a agressão. Os fatos relatados aconteceram com a bola fora de jogo”.