Secretário da Fifa diz que uso de dinheiro público é normal
Por Cláudia Callado
Foto: IG

O secretário-geral da Fifa, Jeróme Valcke, e o presidente da entidade, Joseph Blatter
O protesto contra o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, sairá do Twitter e ganhará as ruas do Rio de Janeiro. Sobre a manifestação, o secretário-geral da Fifa, Jeróme Valcke, espera que o acontecimento não atrapalhe o andamento do sorteio.
Para ele, a utilização de dinheiro público para a organização do evento é algo natural. A ação da Fifa custou R$ 30 milhões aos cofres do Governo e Prefeitura do Rio. “Espero que o protesto, se houver, não atrapalhe o evento. Vamos ter que fazer um sorteio com várias equipes e não queremos problemas. À exceção dos Estados Unidos, talvez, nenhum outro país consegue organizar algo sem investimento”, afirmou.
Para minimizar protestos contra Ricardo Teixara, sobre o uso de verba pública na organização da Copa de 2014, Valcke citou exemplos europeus: “A Alemanha e mesmo a França, para a Eurocopa de 2016, estão construindo estádios, investindo. É preciso ter dinheiro público quando se trata de infraestrutura, transportes... Tudo que for feito nesse sentido deixará um legado para as cidades que organizarem a Copa. O Mundial acelera o processo”, completou.