Juninho Pernambucano admite negociação com o Vasco
Por Felipe Santana
Nas próximas semanas, finalmente, a torcida do Vasco poderá comemorar oficialmente o retorno de Juninho Pernambucano ao clube carioca. Em entrevista ao site oficial da Fifa, publicada nesta segunda-feira (18), meia falou sobre o assunto e confirmou a negociação com o presidente Roberto Dinamite.
“A verdade é que, no dia em que fui embora, prometi que um dia voltaria para jogar outra vez pelo Vasco. É por isso que os torcedores sempre me perguntam: "Volta quando?" Sei que as portas estão abertas para mim lá. Estou no fim do contrato com o Al Gharafa e recebi uma proposta do Vasco. Estamos conversando e existe uma possibilidade de eu assinar. Infelizmente, se eu assinar agora, não serei inscrito para o começo do Campeonato Brasileiro e só vou poder jogar a partir de agosto, e somente por quatro meses. Mas vou decidir nas próximas semanas”, explicou.
Juninho, que já conquistou dois Campeonatos Brasileiros e uma Libertadores, pelo Vasco, e sete Campeonatos Franceses, pelo Lyon, comentou a sua passagem pelo futebol francês e lamenta o fato de ter não ter recebido muito apoio de todos, apenas pelo fato de ser um jogador estrangeiro.
“É um clube cuja história marquei pessoalmente. Guardo o Lyon sempre no coração e na memória, por isso tenho vontade de voltar um dia para desempenhar alguma função e ajudar com a minha experiência. Eu poderia ter jogado outras duas temporadas no Lyon. Mas é um pouco a cultura da França: eu era um jogador estrangeiro que ganhava muito e fiquei meio cansado de receber todas as críticas individualmente quando a equipe começou a não vencer mais, e de ouvir as pessoas dizerem que o time só jogava para mim. Eu queria ter continuado, mas gostaria principalmente de ter recebido um pouco mais de apoio de todo mundo”, contou.
Sobre a sua principal qualidade, dentro de campo, que é cobrando faltas, o meia afirma que o sucesso é uma mistura dom e muito empenho durante os treinamentos. “Talvez seja um dom. Tenho a capacidade de bater bem na bola, mas o principal é que trabalhei muito para isso. É treinando que se evolui. O meu sucesso é uma mistura de trabalho, vontade e prazer de treinar. Durante toda a minha carreira, os treinos com bola parada sempre foram muito importantes.”