Angioni solta o verbo em entrevista
Por Éder Ferrari
Normalmente avesso à entrevistas, o gestor de futebol do Bahia, Paulo Angioni, falou no início da noite desta sexta-feira (18) ao programa CBN em Campo, na rádio CBN Salvador. De cara, o dirigente teve de falar a respeito do planejamento para essa temporada. “Minha responsabilidade é total. Se a coisa não deu certo até agora, não quer dizer que não vai dar certo. Eu ainda acredito muito nesse trabalho e as coisas vão dar certo. Foram jogadores com muito valor no mercado e que exigiram um trabalho substancial para trazê-los”, afirmou.
Quando questionado pelo jornalista Darino Sena, se estaria sofrendo uma fritura no Fazendão, Angioni respondeu de maneira dura. “Se há uma rejeição interna é uma ingratidão. Eu não percebo isso, até por que só trato, só tenho relação, com o presidente Marcelinho e com o diretor financeiro Tiago Cintra. Dos outros e dos vice-presidentes, trato apenas com Dr. Marcos Lopes, por questões médicas do elenco. Mas, se houver essa rejeição, primeiro é uma ingratidão. Segundo é uma injustiça e terceiro, uma decepção. Levo esse tipo de situação como uma traição”, bradou.
Perguntado sobre a negativa de treinadores ao Bahia, Paulo negou falando caso a caso. “As pessoas têm de parar de tratar o Bahia desta forma e tratá-lo, com a grandeza que ele tem e que eu comprovo todo dia. Não houve não rejeição ao Bahia. O Geninho é um amigo pessoal e eu perguntei a ele se poderia soltar seu nome dentro do Bahia. Ele pediu que não, que está com a cabeça em ebulição após a saída do Sport e precisa de um tempo. O PC Gusmão, que eu lancei como preparador de goleiros no Vasco, não tem condição de trabalhar em nenhum lugar agora. Ele está passando por um momento de grande reflexão, por que não entende o que deu errado no Vasco”, afirmou.
Angioni também falou sobre Vadão. “Em momento algum eu conversei com o Vadão ou fiz proposta financeira para ele. Usei a prerrogativa de falar com seu auxiliar, o Gersinho, que foi meu jogador, e falei sobre as possibilidades. Não passou disso. Tudo que aconteceu com esses treinadores foi isso. Se alguém os procurou em nome do Bahia e fez proposta, não foi com o meu conhecimento”, avisou.