Exclusivo: Vitória explica situação de Ramirez
Por Maurício Naiberg
Anunciado como novo reforço do Náutico nesta última segunda-feira, o volante Ramirez parece mesmo que não vai ficar nos Aflitos. Depois de ganhar uma liminar, conseguindo a liberação do Vitória, clube que tem contrato até o final do ano, em ação concedida pela juíza Cecília Pontes Barreto Magalhães, da 11ª Vara da Justiça do Trabalho, na Bahia, o departamento jurídico rubro-negro entrou na jogada e barrou a decisão.
Para piorar a situação, o presidente do clube pernambucano, Berillo Júnior, fez uma declaração muito polêmica aos meios de comunicação de Recife. Ele falou que essa decisão da juíza Cecília Pontes era “chinfrim”, o que irritou bastante a magistratura baiana, que concedeu a liminar ao jogador após seus advogados omitirem um fato. Isso porque, a alegação de Ramirez para se livrar da Toca era que o Leão baiano não havia recolhido seu FGTS em 2010. Contudo, nesta temporada citada, quem deveria arcar com isso era o próprio alvirrubro, que assim não o fez.
De acordo com o advogado do Leão, Dr. Raimundo Vianna, esses fatos irritaram bastante a todos no rubro-negro e, principalmente, a juíza do caso. “Essa declaração do presidente do Náutico é altamente ofensiva e desrespeitosa. Não só com o clube, mas também com toda a magistratura trabalhista baiana, que merece nosso respeito. A juíza Cecília Pontes ficou extremamente chateada com toda essa situação, que fere a magistratura da Bahia. Além disso, ele classificou de forma desrespeitosa e ofensiva a uma juíza que é altamente conceituada no meio jurídico da Bahia”, afirmou, com exclusividade, ao Bahia Notícias.
Na última sexta-feira, dia 21, o atleta Washington Ramirez Cruz, por meio do seu advogado, reclamou contra o Esporte Clube Vitória, alegando atraso no recolhimento do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). Ele pediu a concessão de tutela para ganhar o passe livre. Porém, na segunda-feira, essa liminar foi cassada pela mesma juíza. O Vitória já providenciou toda a documentação provando o pagamento do que é de responsabilidade do clube, segundo o próprio departamento jurídico.