STJD mantém pena de um ano a Renê
Por Éder Ferrari
A espera foi grande, os pedidos de apoio foram muitos e, no final, o goleiro Renê e o departamento jurídico do Bahia, não conseguiram reduzir a pena de um ano da suspensão por doping. A apertada e divergente votação terminou com três votos para um ano, dois para duas temporadas e apenas um Auditor pediu a absolvição do arqueiro. Com atraso de mais de uma hora, devido a ausência sem aviso do presidente do STJD, Rubens Approbato, a sessão foi iniciada com outros processos. Outros casos que seriam julgados, foram adiados por falta de quorum. Por ser o mais polêmico, o de Renê ficou para o final, o que aumentou a expectativa. Por volta das 15h20 começou o martírio do arqueiro. Nas considerações iniciais, antes mesmo da defesa se pronunciar, o Relator Alexandre Quadros votou no sentido de negar o recurso e, pior, aumentar a pena para dois anos. Após a declaração, o jogador começou a chorar.
Em seguida, o procurador Paulo Schmidt afirmou que a defesa não havia conseguido provas suficientes para mudar o quadro. "Adotamos na reunião que teve com a FIFA, que os casos de doping que tiveram pena inferior a dois anos, recorreríamos. Não houve prova suficiente no sentido de se reduzir ou eliminar a pena. a defesa ao nosso ver, não conseguiu um enquadramento nos artigos referentes a doping, que possa reduzir a pena de dois anos", informou. Em seguida, o advogado do Bahia, Paulo Rubens teve a palavra e, basicamente, utilizou a mesma estratégia da primeira instância: o lado emocional. “No momento em que estava de cabeça quente, ele falou para sua esposa que ela acabou com a carreira dele”, afirmou. O magistrado tentou mostrar que Renê, além de não ter conhecimento, também não se beneficiaria com a utilização do remédio Lasix. “No momento em que estava de cabeça quente, ele falou para sua esposa que ela acabou com a carreira dele”, disse, tentando emocionar.
Aberta a votação, o primeiro auditor surpreendeu e absolveu Renê de culpa. O segundo voltou pela manutenção de um ano. O terceiro, especialista em doping, acompanhou a opinião anterior, por achar que todo jogador é responsável pelo que usa. O quarto relator, Flávio Zveiter, foi ainda pior com o goleiro e acompanhou o voto do relator, por dois anos. Com o empate por dois a dois, o presidente do STJD ficou responsável por desempatar e manteve a pena de um ano, para desespero do jogador, que não segurou as lágrimas. O experiente goleiro só poderá voltar a campo em outubro de 2011. Com esse resultado, Renê não deverá ter seu contrato renovado pelo Bahia e, assim, o tricolor terá de buscar um novo goleiro.