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FIFA suspende acusados de cobrar por apoio no Mundial

Por Sandro Badaró

A Fifa, através da comissão de ética, decidiu nesta quarta-feira (20), em Zurique, na Suíça, suspender provisoriamente os dois membros flagrados exigindo dinheiro para “apoiar” candidaturas de países interessados em sediar os Mundiais de 2018 e 2022. “A decisão de suspender esses oficiais é totalmente justificável e não deve ser colocada em questão. A evidência que foi apresentada a nós hoje, nos levou a essa medida, pois consideramos crucial para proteger a integridade das Copas do Mundo de 2018 e 2022, ainda em processo de definição. Vamos assumir a postura de tolerância zero para qualquer brecha no nosso Código de Ética”, disse o diretor da comissão, o suíço Claudio Sulser.


Após ouvir os depoimentos do nigeriano Amos Adamu e do taitiano Reynald Temarii, flagrados cobrando propina, a Fifa preferiu afastá-los até o fim das investigações, com o intuito de evitar qualquer dano à integridade da entidade. Outros quatro integrantes da entidade ainda estão sob investigação pelo mesmo motivo, mas não tiveram o envolvimento comprovado. São eles: Slim Aloulou, Amadou Diakite, Ahongalu Fusimalohi e Ismael Bhamjee, igualmente banidos da organização de eventos da entidade.


Adamu e Temarii foram flagrados por jornalistas aceitando suborno para apoiar à candidatura dos Estados Unidos ao Mundial. Repórteres da imprensa internacional utilizaram câmeras escondidas, e se passaram por lobistas para comprovar o esquema. Os valores giravam em torno de R$ 10 a R$ 20 milhões.


Inglaterra, Rússia e duas candidaturas duplas, de Bélgica-Holanda e Espanha-Portugal, lutam para receber a Copa 2018. Já a Copa de 2022 é pretendida por Austrália, Coréia do Sul, EUA, Japão e Qata. A decisão final será anunciada pela Fifa no dia 2 de dezembro.