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Entrevistas

Entrevista

Thiago Souza

Thiago Souza

Fonte: Ascom/Bahia de Feira

 

Por Felipe Santana

 

 

Bahia Notícias: Em 2010, o Bahia de Feira surpreendeu no Baianão. Quais são as expectativas para o campeonato de 2011?
Thiago Souza:
Esse ano, nós temos um elenco melhor do que no ano passado. É uma fórmula de campeonato muito difícil, mas nós temos chances e vamos brigar pelo caneco. Apesar de ser contra esse formato de competição, creio que não é impossível conquistar o título.
 

 

BN: Jogadores como Bruninho, João Neto e Jacson foram considerados um dos melhores do Campeonato Baiano. Para 2011, o Bahia de Feira já tem algumas surpresas preparadas?
Thiago
: O que deu certo, em 2010, nós vamos tentar repetir. Jogadores como Omar, Jair, Diones e Jacson foram apostas e vocês observaram o resultado. Nosso principal objetivo é e sempre foi revelar. Além de termos seis jogadores da base no elenco, trouxemos um lateral muito jovem do futebol maranhense e um zagueiro de Alagoas, chamado Alex, que será uma das nossas promessas.
 

 

BN: Como está a estrutura física do clube para alojar as categorias de base?
Thiago
: Nossa divisão de base é como uma formiguinha. Atualmente, nós estamos com quase 30 jogadores, entre eles juniores e juvenis. Os atletas ficam acomodados em um alojamento alugado, no distrito da Sede do Ribeirão, onde temos cerca de 20 quartos com ventiladores, sala de estar, salão de jogos e televisão.
 

 

BN: Qual será o orçamento do clube para o Campeonato Baiano?
Thiago
: O Bahia de Feira não possui um patrocínio exclusivo além da cota da TV Bahia e da empresa Ner, que fechou contrato com todos os clubes do interior. Fora isso, temos ajuda financeira apenas da nossa Faculdade Nobre de Feira de Santana (FAN).  Apesar disso, o clube onde o orçamento para todo campeonato, durante os cincos meses, não deve ultrapassar os R$ 500 mil, dia cinco é dia cinco. Todos do Bahia de Feira estão com os salários em dia.
 

 

BN: Assim como o Conquista, que precisa dividir o estádio com o Serrano, como é para o Bahia de Feira usar o Jóia da Princesa com mais dois clubes (Fluminense e Feirense)?
Thiago: Tirando o estado do gramado, não consigo sentir nenhuma influência. O estádio tem uma estrutura muito boa, soube que aconteceu uma reforma recentemente, porém ainda não vi o estado do gramado.
 

 

BN: Existe algum incentivo da prefeitura de Feira de Santana em relação ao clube?
Thiago: Nenhum apoio. A única coisa que nós recebemos da prefeitura é a liberação do estádio Jóia da Princesa. Mesmo assim, ao terminar as partidas nós precisamos tirar 10% da renda para pagarmos o uso do estádio. Sem esquecer também do quadro móvel que é de responsabilidade do clube.
 

 

BN: Por qual motivo a relação entre Paulo Carneiro e Bahia de Feira não deu certo?
Thiago
: Paulo nunca fez parte da diretoria. Ele estava apenas como conselheiro e também integrou a parte executiva do clube. Trouxemos o Paulo pela sua vivência no futebol. Em pouco tempo, ele abriu algumas portas, nos trouxe indicação de jogadores, mas por força maior e outros motivos não engrenou.
 

 

BN: Hoje, qual é o grande projeto do Bahia de Feira?
Thiago
: Nós já temos a nossa área própria. São 130.000m², no distrito de São José, onde construiremos um novo centro de treinamento e, se possível, um estádio. Estamos na última fase no Ministério dos Esportes. Passamos pela pré-análise, análise, agora nos resta a liberação para capitação de recursos. Lá faremos quatro campos profissionais, uma academia, alojamento para os jogadores e uma clínica multiuso para atender à população da região.


 

 

BN: Qual é a atual situação da diretoria do clube?
Thiago
: Pra te falar a verdade, a diretoria do nosso clube, que para quem não sabem é um clube empresa, é composta apenas por mim e meu pai. Estou no mandato de três anos, devo continuar e ser reeleito, já que o conselho é todo nosso.

 


BN: Para finalizar, como está a relação com os times da capital baiana?
Thiago
: Independente do acesso do Bahia ou queda do Vitória continua a mesma coisa. Nós temos um ótimo relacionamento com os dois. No Vitória, jogadores foram emprestados, outros nos foram emprestados. Já no caso do Bahia, tentamos alguns jogadores mas as negociações não foram fechadas.