Marcus Pimenta
Fotos: Tiago Melo/ Bahia Notícias
Por Daniel Pinto, Éder Ferrari e Maurício Naiberg
Por Daniel Pinto, Éder Ferrari e Maurício Naiberg
Bahia Notícias - Como começou a sua trajetória no jornalismo?
Marcus Pimenta – Eu entrei na faculdade em 2001 e me formei em 2005. Em 2002, eu fiz o meu primeiro estágio na Rádio Metrópole. Depois de um ano eu fui pra TV Educativa e lá tinha uma vaga para produção. Comecei como produtor e uma semana depois abriu uma vaga no Esporte. Aí o meu chefe de redação naquela época, Christiano Caldeira, perguntou se eu tinha interesse e eu, que não tinha interesse em fazer futebol. Na verdade, eu não tinha. Eu gostava de futebol, mas achava que quem fazia isso ficava muito marcado pelas pessoas acharem que só sabia fazer esporte. Mas se é emprego, não é? Tem que aceitar. Eu tive a oportunidade de ser repórter e aí começou. Fui apresentar o Cartão verde, na TVE, depois surgiu a oportunidade de ir para a TV Aratu. Na época, Zé Eduardo estava montando o Se Liga, Bocão. Era um programa mais de esportes e eu fui convidado para ser repórter. Da Aratu, fui logo depois de 8 meses para a TV Bahia. Eles estavam montando o Bahia Esportes e, depois que ele viram a minha fita, fiquei lá até chegar à TV Record. Então, na área eu comecei mesmo por acaso. Eu não queria, abriu uma vaga e eu acabei aceitando.
BN – E passou em algum momento pela sua cabeça apresentar, na rádio, um programa de esportes?
MP – Nunca. Até quando eu estava na faculdade, meu primeiro objetivo era televisão, o segundo e o terceiro também. Lá pelas tantas jornal (impresso) e, por último, rádio. Eu não tinha muita paixão pelo rádio, nunca fui muito de escutar. Depois do meu primeiro estágio é que eu comecei a sentir o gosto de trabalhar pelo rádio. Depois de dois anos em TV eu comecei a me imaginar ampliando o campo de trabalho, mas algo meio surreal. Era uma coisa que eu queria, mas sabia que era difícil porque eu sabia como era o processo do rádio. Apresentar um programa, montar uma equipe, é um custo. As pessoas que trabalham no rádio não são profissionais nesse sentido. Elas fazem parceria, locam o horário, então tem que ter verba, custo, pra montar uma equipe. Nessa época, eu queria, mas era inviável, então não achava possível acontecer.
BN – Quando Zé Eduardo deixou a Transamérica, ficou vago um horário e a sua equipe o ocupou. Como foi montar esta equipe? Havia pressão por manter a audiência nos mesmos níveis da Equipe dos Galáticos?
MP – Foi até uma transição engraçada, porque quando eu Saí da TV Bahia porá Record a minha idéia era descansar um pouco a minha imagem do futebol. Queria fazer outras coisas, experimentar, não queria me acomodar com aquilo. Queria fazer telejornal e a Record veio com uma proposta boa e aceitei. E o rádio veio de uma forma inesperada, ainda que eu quisesse, mas não era assim um objetivo. Eu me lembro que estava no camarim da Itapoan e o próprio Zé Eduardo entrou e disse chateado que tinha brigado coma Transamérica e que estava deixando a rádio. Então ele mesmo disse “por que você não assume a Transamérica? Se quiser, eu ligo agora pra lá e marco pra você ir lá e montar uma equipe”. Ele mesmo organizou, incentivou. Acabei indo, de uma maneira despretensiosa, conversar com a Transamérica. Já tinha uma idéia do que fazer em rádio em termos de esporte. No rádio, há 20 anos são as mesmas pessoas. Nós temos muita gratidão a essas pessoas, que trabalham há muito tempo para nós e transformaram o rádio, mas eu queria trazer gente nova. Então fui buscar no mercado gente nova e qualificada pra fazer o trabalho. Decidi apostar nisto. Meus primeiros nomes então foram Emerson Ferreti, pelo caráter e pela pessoa que ele é, profissional, e pelo respeito que ele tem junto às duas torcidas. O outro foi Marcelo Sant’Anna, que é um amigo meu do impresso e que conhece muito de futebol. Então, na minha visualização, a espinha dorsal era essa. Na conversa com a rádio, me foi apresentado um empresário, que é Reinaldo Calixto, que hoje é meu sócio, que tinha a verba, e então juntamos. Com o tempo, o restante da equipe foi sendo montada. A gente conhecia já Sinval (Vieira), ele já tinha interesse de ir para o rádio, então trouxemos ele. Preto (Casagrande) estava no futebol, mas meio desligado, então fizemos o convite a ele e, neste período, fizemos como sociedade. Os cabeças vêm, dividimos o lucro, os custos, para poder tornar tudo real. Porque o custo é muito alto. No começo,a gente não estava preocupado com o resultado. A gente queria fazer um trabalho bacana.

BN – No início da Equipe Gol, o foco foi sempre fazer um trabalho de jornalismo. Porque são poucas são as equipes em Salvador que trabalham com essa base de jornalistas. Era realmente um desejo de sua parte que o caráter fosse assim?
MP – Esse foi e sempre vai ser o foco. Tanto que, na montagem da equipe, Marcelo chegou e disse “tem um cara muito bom que tem um portal. Ele conhece todo o futebol do interior e, no Campeonato Baiano, vai ser um diferencial”. Era Elton Serra, do Futebol baiano. Eu nem conhecia. Chamei ele para bater um papo comigo para ver se ele seria bom para o rádio ou para fazer aquele trabalho de apoio, de pesquisa, de apuração. Então é sempre este o objetivo. Não é só dar uma informação do tipo “quem está saindo do Bahia” ou “quem está chegando no Vitória”. É dizer isso, mas dizendo que fulano jogou em tal time, marcou tantos gols, passou por isso e aquilo. É dizer quem é a pessoa e contextualizar essa contratação, falar desse jogador, buscar o diferencial. O resto, que é repórter, comentarista, narrador, vai existir em qualquer equipe de esportes. Mas a base da informação e o que o profissional vai trazer além disso pra mim agora vai ser uma coisa que todas as outras equipes vão ter que buscar e igualar com a gente nesse sentido.
BN – Falta muito jornalismo no rádio esportivo baiano?
MP – Falta, falta muito. Acho que ele até existe, mas as pessoas têm medo, receio, ou são conservadoras nesse sentido. Elas são importantes? São. Mas são as mesmas pessoas que fazem. É importante ter as pessoas que fazem somente rádio, na nossa equipe a gente tem. Tem Jaílson Baraúnas, Jorge Catugy, que já fazem rádio há muito tempo. Mas acho que você tem que mesclar o radialismo com o jornalismo. Mas poderíamos ter também um cara que entende de economia. Então acho nada mais apropriado do que trazer a classe (dos jornalistas) também para o rádio. Nada mais é do que ter um pouco de vontade, investir um pouco mais e ter criatividade para buscar.
BN – Te surpreendeu o desempenho de Sinval Vieira no rádio? Especialmente por ele ser ex-dirigente do Vitória, ser conselheiro, estar muito ligado ao time?
MP – Pra mim, Sinval Vieira é o futuro Armando Oliveira, fácil. Ele não me surpreendeu, mas sim o sucesso da equipe como um todo em pouco tempo. Mas cada um desses que a gente buscou eu sabia que ia fazer sucesso. Marcelo Sant’Anna, que nunca trabalhou em rádio, mas pela informação que ele tem eu sabia que ele faria sucesso. Mas diferente que o ouvinte está acostumado. Com aquela voz, o estilo que o narrador tempo. Elton, com tudo aquilo trabalhado dentro do perfil dele e a função que ele estava desenvolvendo. Emerson, não tinha dúvida, porque viveu o futebol, conhece o futebol, fala fácil. Na época do futebol, todo mundo entrevistava ele porque ele dizia o que as TVs queriam. Quando você conhece o assunto e tem uma boa oratória – não precisa ser um mestre nisso -, você vai fazer sucesso.

BN – Mesmo se ele falar “futibó” (risos)?
MP – Pode falar o que quiser! (risos) Pode falar errado alguma coisa ou outra, mas quando você tem informação, isso se torna secundário. Quando conhece o assunto e tem a dinâmica, é sucesso. Enquanto você fala do que você sabe, você dá palestra. Todo mundo vai te entender e vai gostar. Eu sabia que todos esses iam fazer sucesso. Uns mais rápido, outros mais lento, mas eu não tive nenhuma surpresa, não.
BN – Acha que o rádio esportivo baiano ainda está muito amador?
MP – Acho que nas rádios como um todo ainda está. Porque, por exemplo, São Paulo. Comercial, lá, pega R$ 15 mil, 20 mil, 30 mil. Aqui em Salvador você se prostitui. Vende a R$ 3 mil, mas outra equipe vai vender por R$ 2 mil, então você para o seu para R$ 1.500. Mas a guerra é essa no mercado. Porque as rádios deixam nas mãos das equipes as responsabilidades, e nesse sentido é que elas são amadoras. Não têm equipe própria. Só a Rádio Sociedade hoje é profissional. Paga o narrador, repórter, comentarista, técnico, operador. São funcionários da casa, não vão ficar na transmissão vendendo comercial. De todas as rádio, inclusive as que eu trabalho, a gente é que tem que correr. Até mesmo porque o nosso mercado publicitário é muito amador. Se você anuncia uma equipe porque conhece fulano e sicrano, está sendo amador. Não está anunciando porque aquela rádio é líder de audiência, ou segunda, tem um projeto ou uma história. O cara do rádio vai lá e anuncia aquele que é amigo dele. Não é no profissionalismo, na equipe nem na competência. Quando o mercado evoluir, o rádio vai evoluir automaticamente. É diferente de como é em São Paulo. Lá, o cara vive de rádio. Aqui, repórter, narrador, comentarista, nenhum deles vive de rádio. Ele tem que ser narrador aqui e trabalhar em outra empresa em outro turno. Na base de tudo já tem o problema. Quem paga, na verdade, é o público, que poderia ter um produto muito melhor.
BN – Muita gente disse que, quando a Equipe Gol ficou mais estável na audiência, começou a entrar em polêmicas desnecessárias, a la Zé Eduardo. Isso foi uma coisa natural pelo fato de você já ter trabalhado com ele ou foi um recurso deliberado para conseguir mais audiência?
MP – Tudo é um processo natural. Na minha opinião, Zé Eduardo é um dos melhores comunicadores que nós temos, independente do formato de programa. E quando você vira uma referência, acaba sendo comparado. Se hoje alguém grita na rádio, ele é Zé Eduardo. Existe Varela, mas desse jeito mais polêmico, só Zé Eduardo. Então, quando alguém grita, já dizem logo que está imitando. Não se pode mais gritar no rádio. Então não quer dizer que fazer uma polêmica em um programa se faz porque quer se imitar alguém. No nosso programa, temos a informação, mas tentamos fazer ele descontraído entre nós e o ouvinte,nos aproximando deles e fazendo uma coisa como se estivesse em um estádio de futebol: brincando, perturbando com o seu colega. A gente tenta levar esse ambiente para o rádio. É perturbar o colega que cobre Bahia ou Vitória e também entrar em algumas polêmicas. O torcedor gosta disso. Hoje temos rádios mais polêmicas e outras bem sisudas. Tentamos colocar um pouco de cada coisa: Seriedade, descontração e polêmica. Quando dou a informação, ninguém me diz que estou imitando ninguém, só quando dá o grito. Porque virou referência. É natural que as pessoas comparem porque é tudo um processo. Mas a mim não incomoda em nada. Eu até gosto. Se for para ser comparado com um cara que eu gosto e que é um bom comunicador, acho ótimo. Mas com o tempo as pessoas vão percebendo que o perfil e o estilo são diferentes. A polêmica tem que acontecer porque é natural. Além disso, o programa é longo, são duas horas de resenha. Se você não pegar o assunto e esquentar, não tem como sustentar uma audiência por duas horas. Rádio é informação, mas ele é, antes disso, entretenimento.

BN – Há muitas negociações nos bastidores do rádio baiano que nós não conhecemos. Você tentou trazer João Andrade para a narração, mas não conseguiu. Pretto foi, voltou, foi embora de novo. Como acontece isso?
MP – Tudo é o financeiro, claro. Aliado a isso, tem o projeto, a equipe. No rádio isso não acontece de hoje. Mas depois que a Equipe Gol chegou na Transamérica, montamos uma nova equipe e o rádio tem uma turbinada. Logo depois, veio a Nova Salvador. Então hoje não tem profissionais. E por que não tem? Porque o rádio da Bahia nunca se preocupou em se renovar. Hoje tem Transamérica, TUDO FM, Excelsior, Sociedade, Metrópole, Nova Salvador, Itapoan. Sete rádios fazendo futebol. Não tem profissional pra todo mundo. Mas não tem por que? Porque a gente só pensa nas pessoas que já estão no mercado. Ele nos acostumou a só pensar nessas pessoas que já estão aí. A gente trouxe uma equipe nova e também com comentaristas novo que ninguém sabia que comentavam: Emerson, Preto e Sinval. A gente lançou os três e hoje eles podem ir a qualquer rádio. Lançamos dois profissionais de rádio que não estavam no mercado: Marcelo Sant’Anna e Elton Serra, que não são repórteres nem comentaristas nem narradores. São jornalistas, analistas de futebol, comentam o futebol como um todo. Essa guerra acontece porque o rádio da Bahia não deu chance para outros profissionais para aparecerem. Mas a guerra em si é saudável e natural. Os profissionais a gente tenta, mas se não tiver dinheiro, não consegue. Trouxemos agora um narrador de fora, de Governador Mangabeira. Porque aqui você não acha. Tivemos de ir no interior porque a gente já sabia que aquele cara já conhecia. Mas será que na capital não tem? Deve ter, mas acontece que no interior você consegue acompanhar o cara narrando. Aqui na capital, não, porque você não dá chance ao cara. Temos um projeto que é esse: lançar novos profissionais. Fazer tipo um concurso de novos talentos. E fazer isso um mecanismo de ter audiência. Hoje talvez eu possa até sair do rádio. Mas, se sair, vou orgulhoso porque consegui me lançar nele e também lançar novos profissionais, dar oportunidade pra muita gente. Só eu citei aqui cinco, que ninguém conhecia no rádio.
BN – Como é que é trabalhar todo dia com esta questão da independência financeira? Em que isto influencia no trabalho?
MP – O que todo mundo faz, a gente faz: comercial, correr atrás de patrocínio, mandar abraço. Isso tem que fazer senão a gente não sobrevive. No aspecto da informação, a gente é uma equipe nova e, por isso mesmo, é a que tem menos resistência. A gente não tem o ranço, o vício do rádio. Ele hoje faz sucesso, todo mundo escuta, mas sente que há um vício. Só que quando você não tem nada novo, as pessoas só escutam aquele perfil, você não cai a ficha. Imagine se hoje se todo mundo só fosse assistir ao Bahia Meio-Dia? Se todos os jornais fossem dizer a mesma coisa. Seria tudo igual. Existe Varella. Mas se chega com outro estilo, fazendo barulho, é uma opção que se dá ao mercado e ao público. No rádio, quando você faz isso, dá um estalo no ouvido do público. Por isso acho que o grande segredo da gente foi esse: renovação. E é por isso acho que a nossa equipe é a que tem menos resistência na audiência.
BN – Como foi o processo de transição entre a Transamérica e a TUDO FM?
MP – Tudo começou há uns 15 dias. A gente teve a preocupação de falar, mas eu, na minha concepção, não gosto de fazer lobby de maneira nenhuma na minha vida. Quando eu recebi o convite da Record (para trabalhar como apresentador) á noite, no dia seguinte eu pedi demissão da TV Bahia. Não fiz contraproposta, não negociei. Eu já pedi a demissão sem nada. A mesma coisa na Transamérica. Há 15 dias, surgiu a conversa informal com o próprio Varella, por trabalhar na Record e tudo. Em nem pensar em proposta nem nada. Ele falou para eu ir na TUDO e conversar com Ricardo Luzbel. Começou tudo como informalidade. Quando é assim, eu não digo pra ninguém, porque é uma conversa, não é nada oficial. Foram duas visitas à rádio. Uma informal. Na segunda, já veio algo mais concreto. E aí eu passei para os meus sócios da Equipe Gol. A diferença está aí. Antes, era eu, Marcus Pimenta. Quando percebi que era uma coisa mais concreta e perguntei o que eles achavam. Cada um deu sua opinião. Na terceira, eu já fui com toda a equipe pra Rádio e no mesmo dia a gente já comunicou com a direção da casa. Ela disse que já sabia, porque a boataria de mercado rola solta. O cara que trabalha aqui, trabalha ali, faz bico ali, freela ali, todo mundo trabalha em todos os lugares. Mas foi a equipe toda. Ninguém conhecia a rádio. Não foi nada por baixo, nada de negociações. Foi há 15 dias, o processo aconteceu, houve conversas informais, depois eu percebi que ficou mais sério, passei para os meus sócios. Se eles dissessem que era uma coisa informal, a gente diria para a TUDO que estava tudo bem na Transamérica e acabava. Nem a rádio precisaria saber. Foi algo inesperado, nada planejado, muito rápido, mas muito certo, muito correto.

BN – O que te fez aceitar a proposta da TUDO?
MP – Eu sou muito do tipo que não gosta de ficar acomodado. Eu estou sempre buscando outros desafios e oportunidades. Não gosto de esperar ela aparecer: eu crio elas. Na Tudo, do ponto de vista comercial, é evidente que a gente vai ter um ganho com isso, mas independente do ponto de vista, a Transamérica é uma rede de São Paulo. Salvador obedece São Paulo. Tudo passa por lá e a gente não tem a liberdade de escolhe. Então, pra outros projetos, a gente teria de ficar dependendo. Quanto a perspectiva, o que fez mudar, a TUDO é local, se resolve tudo aqui. A dinâmica, processo e parceria, é tudo mais fácil. Se eu pedir uma coisa para um projeto, peço logo aqui, mais rapidamente e fácil. Com a Transamérica, tinha sempre São Paulo na história. Mais concretamente, vou dar um exemplo. Se a gente precisasse de um equipamento e o orçamento estava apertado, tinha que passar por São Paulo. A gente criou um diferencial de não ter hora pra acabar a resenha, invadir a madrugada. Mas tivemos de pedir permissão para São Paulo pra poder fazer isso. E é natural, é regra e eu acho isso correto. Mas aqui na TUDO a gente pode até ter outros problemas, digamos assim, mas é tudo mais fácil de lidar porque é local, não envolve São Paulo. Temos até o próprio site como meio de divulgação do nosso trabalho, além da nossa equipe, que cria outros trabalhos. A gente só tem a agradecer, também, à Transamérica. Se não fosse ela, a gente não teria aparecido, não teria esse espaço, não estaria hoje na TUDO. Se não fosse ela, nós não teríamos nada. A gente mudou mesmo por uma questão financeira, da liberdade e do lado do desafio que sempre motiva. É um desafio pelo projeto que a rádio tem e as pessoas que trabalham nela. Toda a equipe foi favorável, ninguém teve pé atrás s e nem fez cara feia. Está todo mundo empolgado pra esse novo desafio e começar essa nova etapa.
BN – A Equipe Gol também vai participar do Bahia Notícias. Como vai ser esse trabalho?
MP – O Bahia Notícias já tem uma estrutura e a gente vai compor ainda mais esta estrutura. O site já tem Edson Almeida, então queremos trazer também Sinval e Emerson para comentar. Depois do jogo, acabou tudo, já termos uma análise da partida, dos jogadores, eles mesmos fazerem isso. O meu papel, junto coma equipe, vai ser agregar informação. Vamos contribuir com o que já tem para fazer do Bahia Notícias um site de informação a todo instante. Estar sempre bem alimentado com notícias. Agilizar a informação e também o suporte de conteúdo. A minha parte específica, pessoal, é na medida do possível é acrescentar a informação e fazer a ponte entre as pessoas que estão no site. Com isso tudo, o site vai ganhar mais em opiniões, em vozes. E quanto mais vozes, melhor. O site vai ganhar com isso.
