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Entrevista

Destaques do Ba-Vi - Apodi e Nen

Destaques do Ba-Vi - Apodi e Nen

Por Felipe Esteves e Éder Ferrari


Apodi - Lateral-direito do Vitória 

 

Bahia Notícias – Conta o que você achou da vitória em cima do rival grande clássico.

 

Apodi – Foi uma vitória importante, em um jogo difícil, muito pegado, com muita marcação de ambas as equipes. Graças a Deus a gente foi feliz nos lances que tivemos para marcar, conseguimos matar o jogo e seguramos a equipe deles com muita marcação. Começamos o jogo muito bem, tivemos maior volume de jogo antes do primeiro gol, depois recuamos um pouco, tomamos o gol. Eles criaram algumas oportunidades, mas também o Viáfara não fez nenhuma defesa importante. No segundo tempo, depois que fizemos o gol, aí sim eles criaram mais jogadas, encurralaram mais a nossa equipe, mas defensivamente estávamos muito bem e nos contra-ataques poderíamos ter até aumentado o placar.

 

B.N – Depois do primeiro Ba-Vi, como você acha que será o jogo de volta no Barradão e como o Vitória vai para a partida?

 

Apodi – Vai ser um jogo mais difícil do que esse em Pituaçu, pode ter certeza. Eles estão com um bom retrospecto dentro da nossa casa, mas nós temos que entrar como em Pituaçu, jogando para frente, mas sem esquecer a parte defensiva. Vamos entrar com a mesma concentração.

 

B.N – Você foi decisivo no Ba-Vi passado aplicando em jogo sua velocidade. Para o próximo jogo, Carpegiani vai continuar lhe dando liberdade para explorar a velocidade no ataque?

 

Apodi – Ah, ele sempre fala que eu tenho liberdade para fazer as jogadas, mas também tenho que ficar ligado na marcação. Tem jogos que não consigo resolver na disparada em contra-ataque, mas no Ba-Vi passado fui feliz e ajudei meus companheiros a conseguir a importante vitória. Mas agora tem que dar tudo certo de novo dentro de casa para conseguirmos o objetivo principal que é o título.

 

 

B.N – Na sua visão, o que o time do Bahia tem de mais forte?

 

Apodi – é uma equipe taticamente muito bem estruturada. Tem uma boa marcação e dois atacantes perigosos na área, principalmente o Beto, que é um jogador muito rápido e o Reinaldo que é finalizador. Então, é uma equipe muito segura, que consegue impor seu ritmo de jogo, com os dois bons laterais apoiando, o Patrício e o Rubens Cardoso. Vendo isso, se não tivermos marcando o tempo todo, jogando próximo a eles, vamos ter muitas dificuldades.

 

B.N – O que você acha do zagueiro Nem, do Bahia?

 

Apodi – É um bom jogador, é experiente e rodado em grandes clubes do futebol brasileiro, além de ser capitão da equipe, um líder nato. É um jogador que cobra muito dentro de campo e muitas vezes fala demais. Sempre fica nos ouvidos dos outros jogadores adversários, pegando no pé, xingando, mas isso é de cada jogador, então a gente respeita porque somos profissionais.

 

B.N – O que a torcida do Vitória pode esperar do Apodi para a grande final?

 

Apodi – Ah, vamos lutar até o final para sermos campeões. Eu espero que a torcida compareça e nos ajude, que nós vamos tentar corresponder todas as expectativas dela e ir em busca do título.

 


Nen - Zagueiro e capitão do Bahia



Bahia Notícas - O que aconteceu para o time ter jogado tão mal?


Nen – São coisas do futebol. Tivemos algumas falhas defensivas e o time ficou nervoso rifando a bola. Eles estavam em uma tarde mais feliz e o mérito é todo deles.


B.N – Por que jogadores experientes como você e Patrício aparentavam tanto nervosismo no clássico?


Nen – Tentei entrar no clima da partida e reconheço que me excedi um pouco em alguns momentos. Na hora a gente pensa na família, na torcida, nos companheiros, na diretoria... Enfim, às vezes a vontade de vencer é grande demais e acabamos nos excedendo. Mas, com certeza, com essa semana que teremos para trabalhar, a situação será diferente e acredito que o professor Gallo saberá traçar uma estratégia para evitar os erros cometidos e reverter essa vantagem.


B.N – Por falar em nervosismo, antes do clássico você havia dito que conhecia o atacante Neto Baiano por ter jogado com ele no Palmeiras e que eram amigos. Mas no jogo vocês dois se desentenderam o tempo todo chegando a levar cartão amarelo por discussão. Algum problema antigo?


Nen – Isso é pra você ver como as pessoas mudam e ficam focadas dentro de campo. Ele é um grande jogador, muito forte e perigoso e deixa a gente alerta o tempo todo e com aquele clima forte de decisão e rivalidade as coisas acabam saindo do controle. Como eu já disse, sei que em excedi e não tenho um problema com o Neto. Se ele vier falar comigo antes do próximo jogo, com certeza eu vou dar um abraço nele e mesmo vai ocorrer se eu for falar com ele. A coisa acaba ali mesmo dentro de campo.


B.N – E no caso do Apodi, ele afirmou que você passa o jogo todo tentando intimidar os adversários, mas que não consegue. Existe uma irritação particular com esse jogador?


Nen – Ele é um cara provocador. Às vezes você tenta tirar um jogador do sério durante a partida pra ele ficar nervoso e não jogar tudo que sabe; levar cartões... Mas tenha certeza que eu nunca vou dar um pontapé em ninguém, não é da minha índole, ainda mais em um companheiro de profissão que no futuro por estar ao meu lado.

 

 


B.N – Você está falando do lance de Apodi no primeiro tempo, quando ele agrediu Reinaldo Alagoano com uma “voadora”?


Nen – Eu só posso falar por mim. E, como eu já disse, jamais daria um pontapé em um companheiro de profissão. Cada um sabe o que faz!


B.N – O que aconteceu após o apito final que você e o Fernando foram para cima de Apodi?


Nen – Ele provocou nossa torcida, tem que haver respeito!


B.N – Mudando de assunto, o Vitória criou uma casadinha na venda de ingressos para o jogo. Quem comprar a entrada para o confronto contra o Atlético Mineiro, pela Copa do Brasil - por R$ 40 – ganha na hora o ingresso do Ba-Vi. Acha que o afastamento que essa medida vai causar na torcida do Bahia pode deixar ainda mais difícil a chance de reverter a vantagem rubro-negra?


Nen - Cara, futebol a gente resolve ali dentro de campo. Pra responder isso basta usar esse último jogo em que tínhamos a maioria e eles acabaram sendo melhores. Mesma coisa acorreu na primeira fase, apesar do estádio está mais equilibrado de torcida dos dois lados. O importante é que teremos nossa segunda chance e com respeito ao adversário, com muito trabalho nessa semana que antecede o jogo, podemos reverter. Temos que ter tranqüilidade por que alguns jogadores deles gostam de provocar e tem muita qualidade pra isso. 


B.N – O que o Bahia precisa fazer para reverter a situação?


Nen – Temos consciência que nossa situação não é boa. Precisamos criar mais chances, ter mais tranqüilidade, colocar a bola no chão e por em prática o que for trabalhado durante a semana pra recuperar nosso melhor futebol. Não adianta se atirar de vez deixando espaços na defesa. Temos que fazer um gol de cada vez.


B.N – Você ainda acredita nessa virada?


Nen – Com certeza! Temos time, espírito, união, força da torcida e ajuda da diretoria para conseguirmos. Nada está decidido!