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Herói do Nordestão, Teixeira comenta virada na carreira e cita busca por mais títulos no Bahia
Foto: Felipe Oliveira / Divulgação / EC Bahia

Fortaleza, 24 de abril de 2021. A capital cearense e esse dia mudaram completamente os rumos do goleiro Matheus Teixeira, de 22 anos. Ali, o jovem arqueiro recebeu a notícia de que seria titular do Bahia na semifinal da Copa do Nordeste contra o Fortaleza, já que o titular Douglas havia contraído a Covid-19. Durante os 90 minutos na Arena Castelão, um empate que levou a decisão para os pênaltis.  Em cima da linha que marca o gol, brilhou a estrela do jovem nascido em José Bonifácio (SP). Foram dois pênaltis defendidos e a classificação do Tricolor para a grande final.

 

Depois daquele momento, foi só progresso. Ele se firmou como titular e ganhou a confiança da torcida. E novamente na Arena Castelão, que parece ter sido reformada para ele, mais um brilho nos pênaltis na decisão contra o Ceará e o nome marcado na história com o tetracampeonato. O jovem camisa 32 se tornou indispensável na meta tricolor.

 

Em entrevista exclusiva ao Bahia Notícias, o mais novo paredão do Esquadrão de Aço reconheceu que não esperava uma mudança tão brusca no seu patamar. 

 

"Não imaginava ter essa virada tão rápido, com apenas 22 anos e atuando profissionalmente em uma competição de alto nível", declarou.

 

O goleiro tricolor quer ir além. Após levantar a orelhuda da região, o pensamento é conseguir mais títulos para satisfazer a insaciável torcida do Esquadrão de Aço.

 

"Com o título do Nordeste, ficou esse gostinho de quero mais. A gente não quer parar por aí", declarou.

 

Matheus Teixeira também falou sobre a lesão que teve durante a Copa do Nordeste, o goleiro Douglas, o técnico Dado Cavalcanti e o trabalho com o coordenador de futebol Renê. Leia a entrevista completa:

 

 

Matheus, você chegou ao clube em 2019, inicialmente para compor o sub-20, e hoje é visto como indispensável. Esperava que sua ascensão no Bahia fosse tão rápida?

A gente trabalha no dia a dia pensando sempre em evolução. Um passo de cada vez. Lógico que essa virada na minha carreira foi importante e valoriza meu trabalho. Não imaginava ter essa virada tão rápido, com apenas 22 anos e atuando profissionalmente em uma competição de alto nível. Mas com o trabalho que venho fazendo, só tem evolução na minha frente.

 

Se ganhar a Copa do Nordeste foi sofrido, para você ainda teve uma dor maior por conta da lesão na coxa. Como foi superar toda essa dor para se tornar um heroi?

Eu já tive essa lesão, então trabalhar em cima dela foi algo costumeiro. Como já tive, a adaptação foi mais fácil. Entrar em campo com lesão, por parte da adaptação, ficou mais fácil e a gente consegue levar. A gente se adapta e se precisasse de algo a mais, eu conseguiria dar conta do recado.

 

Você tinha noção da importância dessa competição? Como foi para você ganhar destaque nacional após grandes atuações no Nordestão?

A Copa do Nordeste foi a competição que me abriu as portas. Quando o Bahia começou a competição com o sub-23, foi quando estreei e minha primeira partida com o profissional foi nas semifinais contra o Fortaleza, onde pude fazer uma bela atuação, defendendo dois pênaltis, e consequentemente defendendo mais um pênalti na final e sagrando o time campeão.

 

Matheus Teixeira foi uma grata surpresa para o Bahia na Copa do Nordeste | Foto: Felipe Oliveira / Divulgação / EC Bahia

 

Em uma entrevista recente, o experiente Douglas se mostrou contente pelo seu sucesso. Como vê esse apoio de alguém que concorre pela titularidade com você?

Quando eu comecei a entrar no futebol e viver a proximidade dos profissionais, o Douglas se mostrava um grande profissional, até mesmo quando eu não trabalhava com ele. O Douglas se mostrou ser um cara que a gente quer seguir, ter proximidade... Dou graças a Deus por ter alguém torcendo por mim. É melhor do que alguém torcendo contra. Esse apoio dele, do Claus, do Júnior... Isso ajuda no trabalho de todos.

 

Todo goleiro tem o seu segredo para pegar pênaltis. O Matheus Teixeira pode contar um pouco do seu ao Bahia Notícias?

Se eu contar, todo mundo fica sabendo (risos). Posso dizer que tem muita tática e muito trabalho envolvido nisso.

 

Quem é a sua inspiração no futebol? 

Procuro me inspirar no meu próprio trabalho. Vejo outros grandes goleiros atuando, né? Mas quanto mais a gente se inspira em nós mesmos, acho que isso dá confiança para seguirmos cada vez mais fortes.

 

Matheus Teixeira se tornou titular e indispensável no time de Dado Cavalcanti | Foto: Lucas Figueiredo / CBF

 

O Bahia conta com o coordenador Renê, que já foi goleiro e muito querido no Bahia. Como são as suas conversas com ele?

Ele sempre procura passar a sua experiência antes dos jogos e passa confiança, todas as visões que ele tem de dentro e de fora do campo. Como ele foi goleiro, ele sabe das dificuldades e então tenta sempre nos apoiar para que a gente saia cada vez melhor nas partidas.

 

Como o grupo tem visto o trabalho do Dado Cavalcanti?

O Dado é um grande treinador. Quando eu cheguei, ele estava na equipe 23. Não atuei com ele lá, mas estou tendo a oportunidade de atuar com ele agora. Ele faz o mesmo trabalho desde quando chegou, tem convicção naquilo que pensa e isso vem entrando cada vez mais nas nossas cabeças para continuar fazendo o trabalho dentro de campo.

 

Agora, o Bahia tem a Sul-Americana, Copa do Brasil e Série A pela frente. O que esperar do Esquadrão de Aço?

Com o título, ficou esse gostinho de quero mais. A gente não quer parar por aí. A gente quer continuar ganhando títulos porque essa é a visão que temos.

 

Matheus, para finalizar, mande um recado para o torcedor.

Tenho comigo que não entro em campo sozinho. Tenho minha família que torce por mim e com certeza tem os torcedores do Bahia. Quando eles souberam que eu ia pisar o meu pé em campo, foi um apoio imenso para que eu viesse a dar resultado. Era uma coisa que eles precisavam muito, ainda mais na Copa do Nordeste. Esse apoio foi essencial para que eu pudesse entrar em campo com confiança e dar o meu melhor. Esse torcedor merece para caramba.

 

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