Eleições do Vitória: Gilson Presídio prioriza conquista de título nacional em 2020
Foto: Paulo Victor Nadal/ Bahia Notícias

Candidato à presidência do Vitória, Gilson Presídio apresentou as suas propostas. Sua principal meta é conquistar um título nacional em 2020 e, para isso, quer aumentar a média de público do Barradão. “Nós temos que desenvolver todos os esforços para que sejamos campeões nacionais em 2020. Tudo que se fizer desde agora é buscando isso. Essa é a meta principal. Já começaria um plano para subir para a primeira divisão ainda este ano para poder concretizar o título nacional. Aí você me pergunta como seria isso. A gente vai atuar com duas linhas de frente: uma que a gente tem mais controle, que é aumentar o público do Barradão, chegando a média de 20 mil por jogo, para dar um diferencial ao Vitória, ter animação para conseguir os resultados; e a outra são os recursos. Vamos buscar voltar ao patamar de 2017”, afirmou.

 

Presídio ainda prometeu fazer mudanças na metodologia das divisões de base do clube. “Nas minhas propostas, tem um item que fala que vamos tratar o sub-20 como a base do profissional. O sub-20 seria um banco de reservas alternativo ao jogo. Por que estou dizendo isso? O sub-20 vai ter que ter no mínimo onze jogadores com condições de jogar no profissional. Teremos, no profissional, jogadores da base. Não vai dar para criar sub-23, sub-24, sub-25. Ou a pessoa nessa faixa de idade galga para ser profissional, ou vai ser emprestado. Se tiver falta de algum desses, vamos ao mercado contratar atleta nessa faixa de idade. Ou seja: a base será a base do profissional”, pontuou.

 

Qual o seu principal projeto para o Vitória?

Nós temos que desenvolver todos os esforços para que sejamos campeões nacionais em 2020. Tudo que se fizer desde agora é buscando isso. Essa é a meta principal. Já começaria um plano para subir para a primeira divisão ainda este ano para poder concretizar o título nacional. Aí você me pergunta como seria isso. A gente vai atuar com duas linhas de frente: uma que a gente tem mais controle, que é aumentar o público do Barradão, chegando a média de 20 mil por jogo, para dar um diferencial ao Vitória, ter animação para conseguir os resultados; e a outra são os recursos. Vamos buscar voltar ao patamar de 2017.

 

Mas como conseguir atingir essa meta em curto espaço de tempo?

Essas propostas todas levam a essa prioridade, que é buscar o título nacional. É buscando aumentar a receita, a base do Vitória... Vamos contratar um ex-presidente de clube, que teve uma passagem bem-sucedida, com práticas modernas, para assessorar o Conselho. Vamos contratar para nos assessorar um profissional na área de futebol, um ex-jogador ou ex-técnico, ou até mesmo um comentarista. O ex-presidente é de fora do estado, não faz sentido ser envolvido com Vitória ou Bahia. Esse outro profissional de conhecimento de técnica e tática de futebol poderia ser daqui da Bahia, mas não temos nomes. É um suporte que a gente quer ter para ser campeão em 2020. A questão do público, nossa torcida está na faixa da metade da torcida do Bahia, alguns citam que seriam quatro milhões de simpatizantes. Vamos colocar ao mercado que o público que pode passar a ser consumidor deles é de quatro milhões. O contrato seria com reajustes proporcionais aos resultados para a empresa. Se a gente tiver o comprometimento dos torcedores de que vão passar a ser consumidores, isso valoriza mais a marca do Vitória e vamos ter um poder de negociação maior. Mas precisa desse compromisso da torcida.


Foto: Paulo Victor Nadal/ Bahia Notícias

 

Você já começou a fazer sondagens por jogadores?
Eu sou servidor público, trabalho. Tenho outras atividades, estou me envolvendo nisso, mas não posso deixar minhas outras atividades para me dedicar a isso. Tenho dito que não existe trabalho de graça. Não vou começar a trabalhar sem saber se vou executar aquilo tudo que estou elaborando. Pretendo mexer o mínimo possível na estrutura de futebol e no time, mesmo porque o técnico não foi testado efetivamente. Não como um profissional, mas pode ser que ele não cruze com o Vitória. O técnico não teve duas partidas. Não tenho pretensão de mexer nele e nem no diretor, mas vamos cobrar resultados, vamos buscar ter uma relação de resultados para poder virar essa página aí. Vamos começar o campeonato com o que temos, não vamos ficar no "chororô" de recursos. Não tenho como me envolver nisso porque não se trabalha de graça. Não sou um profissional do futebol, eu quero ser um profissional do futebol.

 

E se você for eleito como irá conciliar essas outras atividades? Sua dedicação será exclusiva ao Vitória?
Sem dúvida. Vou ter que pedir licença e preciso de tempo para me preparar melhor. Foi isso que coloquei no programa da consultoria de um ex-presidente para nos orientar. Quando eu tiver uma folgazinha, farei dois cursos técnicos na CBF de Gestão Esportiva e de treinador, porque existem cursos assim com carga horária pequena para me aperfeiçoar.

 

Como será seu relacionamento com as torcidas organizadas?
As torcidas organizadas, do que me passam, muitas vezes têm ligações com um ou outro presidente e trazem isso para qualquer outro que não seja simpático a elas. Vamos tentar conviver em harmonia, atendendo pleitos, mas não vamos ficar submissos a isso. Nossa gestão vai ser participativa. A gente volta a falar em consulta aos sócios sobre as decisões relevantes do clube, vamos ouvir tudo isso, mas através dos sócios de arquibancada. Talvez não daremos o mesmo tratamento, porque são dispersos os momentos de torcida A, torcida B... Vi até vídeos de uma torcida batendo na outra, como se fosse num ringue, tudo filmado... Isso eu não aprovo. Vamos ter que "maneirar" aí, porque vão ter mais confrontos e a gente não quer isso. Queremos dar segurança aos torcedores que vão ao estádio, desde o momento do transporte, do trânsito, da higiene... Vamos dar estrutura melhor ao Barradão, no sentido de se ter camarotes para torcedores que têm mais condições e queiram ficar em um lugar mais reservado. Vamos buscar uma área para proteção de chuvas, até porque não tem cabimento o torcedor tomar chuva. Quando cai chuva, corre todo mundo pro sanitário e não vê o jogo. Vamos ponderar muito.


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Todos os candidatos falam em unir o Vitória. Você acha possível conseguir isso após o pleito eleitoral?
Acredito que eu não terei dificuldade de unir os atuais líderes do Vitória, com exceção do Paulo Carneiro, porque a gente entende que ele tem que ser combatido para não retornar mais ao clube. Mesmo porque ele teria sido mal-agradecido, colocou o clube na Justiça reivindicando valores trabalhistas e rescisão contratual... Com PC não teria como. Mas os outros, o Portela, Raimundo Viana, Adhemar? Não vejo dificuldade. O Adhemar atua no mesmo ramo que um familiar meu atua. Não vamos ter dificuldades de nos entender. O professor Raimundo Viana nem digo, pessoa simpaticíssima, esclarecido, une muito, busca unir o Vitória... Portela também não vou ter dificuldade. Além de conhecer a família dele, a atuação dele no Vitória busca ser conciliatória. O Manoel Matos também, já trabalhamos juntos.

 

Você chegou a cogitar um apoio a Raimundo Viana, mas desistiu. Qual foi o motivo?
Isso foi até o motivo que me levou a ser candidato majoritário. Eu e o professor Raimundo nos entendíamos, tínhamos o mesmo objetivo, que era evitar o retorno de PC ao clube. O professor não queria ser candidato, mas senti que o professor e a composição da chapa dele não teria espaço e determinação para combater PC e mostrar os seus problemas judiciais. Eu entendi que melhor seria eu ter espaço para atuar desta forma. O professor Raimundo, desde a eleição passada, eu via com muita simpatia. Ex-procurador do Estado, torcedor de arquibancada, senta no mesmo lugar há anos. Não tem nada mais na vida do que se preocupar, mas ele foi convocado para isso e entendi que ele não faria essa parte do que eu poderia fazer, que é o Vitória ficar livre de conviver novamente com uma pessoa que quer o seu mal. Mesmo que ele [Paulo Carneiro] tenha relevantes serviços, a saída dele foi traumática, a ponto dele dirigir o rival, beijar camisa, demonstrar amor ao rival.


Foto: Paulo Victor Nadal/ Bahia Notícias

 

O Vitória passa por um momento político turbulento. Em 2017, Ivã de Almeida renunciou à presidência e agora Ricardo David teve o mandato encurtado. Na sua opinião, é falta de habilidade política dos dirigentes ou outro fator?

Para fazer uma análise dessa situação, acho que a gente teria que ir caso a caso, mas buscando dar uma formatação mais abrangente. Diria o seguinte: em todas as situações, aconteceram problemas com os resultados em campo. Muitas vezes não dava tempo de testar técnico, jogador, e todo mundo pedia a saída. O Ivã de Almeida teve desgastes com resultados e o pessoal começou a denunciar que teria praticado algo errado, também não comprovaram, os resultados pioraram e foi a gota d'água para retirar ele. Ricardo David, dizem que é uma pessoa independente e que veio ao clube para "comprar" a vaga de presidente. Ele conseguiu envolver a maioria. A gente sabe que a eleição do Vitória tem um abuso econômico latente. Nós vemos uma candidatura com trailer para servir lanches aos simpatizantes, você vê freezer para distribuir bebidas e água, você vê carros de som, centenas de pessoas com camisas... Uma pessoa que tem recursos consegue ocupar espaço, diferente de outras candidaturas. Já com o professor Raimundo, ele perdeu a simpatia dos torcedores apenas pelos resultados. Não tenho conhecimentos de denúncia. Para não cair na mesma, tenho que atentar aos resultados, são eles que vão influenciar na gestão. Onde existir deficiências, vamos pedir ajuda da consultoria. Estou falando do ex-presidente de clube, de um assessor especial para o presidente na parte técnica e tática... Vamos buscar especialistas para cada área.

 

Como você irá conduzir as divisões de base?
Nas minhas propostas, tem um item que fala que vamos tratar o sub-20 como a base do profissional. O sub-20 seria um banco de reservas alternativo ao jogo. Por que estou dizendo isso? O sub-20 vai ter que ter no mínimo onze jogadores com condições de jogar no profissional. Teremos, no profissional, jogadores da base. Não vai dar para criar sub-23, sub-24, sub-25. Ou a pessoa nessa faixa de idade galga para ser profissional, ou vai ser emprestado. Se tiver falta de algum desses, vamos ao mercado contratar atleta nessa faixa de idade. Ou seja: a base será a base do profissional.

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