Morador de Pernambués, pai corneteiro e 'personalidade': conheça o atacante Caíque
Foto: Ulisses Gama / Bahia Notícias

A principal contratação do Bahia para a temporada foi o centroavante Fernandão. Badalado, o ídolo tricolor chegou em Salvador com direito a recepção calorosa da torcida e festa na Arena Fonte Nova. No entanto, o F20 ainda não pôde mostrar o seu futebol por causa de uma lesão no adutor da coxa. Enquanto isso, o torcedor tem se acostumado a ver uma jovem promessa atuando: Caíque.

 

Jovem da geração 2000, com 1,80 e 73kg, o jogador tem se destacado não só pelos dois gols que marcou nos oito jogos que disputou, mas também pela ousadia e "personalidade" dentro do campo. "É, rapaz... (risos) Acho que tenho um pouco de habilidade no terço final do campo, busco a finalização. Ontem [no Ba-Vi do último domingo (10)] consegui fazer uma boa jogada, mas a finalização não saiu legal. Com o decorrer a gente vai acertando", disse a revelação tricolor, em entrevista ao Bahia Notícias.

 

Tido como a mais nova promessa tricolor, Caíque é morador do bairro de Pernambués. É lá que ele ouve conselhos e serve de inspiração para a criançada que sonha em ser atleta."O povo lá é muito querido, me conhece. Muitos que já jogaram me dão conselho. Eu também vou servindo de inspiração para alguns meninos. Lá eu escuto muito bem para que futuramente eu seja o atacante de nome", projetou ele, que tem no Fazendão dois nomes de referência: Gilberto e Fernandão. "Servem de inspiração para mim", resumiu. Confira a entrevista completa: 


Como têm sido para você esses primeiros meses com os profissionais?
Está sendo muito bom. Estou sabendo aproveitar as oportunidades que o professor Enderson vem me dando. Fiquei nervoso em alguns lances do Ba-Vi, normal. A equipe se comportou bem no segundo tempo, só não conseguiu fazer os gols. O professor vem cobrando a questão de finalização e eu estou me esforçando ao máximo, aprendendo com o Gilberto e o Fernandão, que servem de inspiração para mim. 

 

O que tem aprendido nos treinos com Gilberto e Fernandão? Eles dão conselhos?
Vou pegando o aprendizado no dia a dia. Eles são gente boa demais, me apoiam ao máximo. Quando eles têm que cobrar, eles cobram. Quando tem que resenhar, resenha. O Fernandão não é de falar muito, mas é muito legal. Um companheiro que serve de inspiração. Quando eu era pequeno, vi ele jogando e acho ele fera.

 

Está feliz com o seu atual momento?
Está sendo um momento especial. Quero agradecer a Deus pelas partidas e ao professor Enderson. Ele que está me dando essa oportunidade. Os gols vão sair naturalmente, aos poucos vou me adaptando.

 

Sempre que você pega na bola, acontece uma tentativa de jogada de efeito. Gosta dos dribles?
É, rapaz... (risos) Acho que tenho um pouco de habilidade no terço final do campo, busco a finalização. Ontem consegui fazer uma boa jogada, mas a finalização não saiu legal. Com o decorrer a gente vai acertando.

 

 

Caíque fez o seu primeiro Ba-Vi como profissional no último domingo (10), na Arena Fonte Nova | Foto: Felipe Oliveira / Divulgação / EC Bahia

 

 

Como tem sido em Pernambués depois que você começou a jogar no profissional?
É uma resenha boa, né? O povo lá é muito querido, me conhece. Muitos que já jogaram me dão conselho. Eu também vou servindo de inspiração para alguns meninos. Lá eu escuto muito bem para que futuramente eu seja o atacante de nome.

 

E com a família?
Meu pai é muito rígido, é barril. Ele pede que eu faça o simples, chute bem no gol. Posso fazer dez gols, ele quer que eu faça onze. Minha mãe é mais na dela. Eu posso até jogar mal que ela vai me elogiar. Meu avô é Bahia fanático e está em todos os jogos me assistindo. Minha vó não aguenta me ver que quer chorar.

 

Como seu pai ficou depois do seu primeiro gol? Você até desabafou para a câmera...
Rapaz... Cheguei em casa alegre, mas ele me chamou no canto e disse que não era pra eu falar aquelas coisas. Falei que sou f***. Falei mesmo porque tenho personalidade de falar. É isso.

 

 

Caíque balançou a rede contra o Atlético de Alagoinhas, pelo Baianão | Foto: Felipe Oliveira / Divulgação / EC Bahia

 

 

É difícil viver esse momento de críticas da torcida para o time?
Eu entendo perfeitamente a cobrança. É constante. A gente que é jogador quer o apoio deles. Quanto mais apoio, mais triunfos. A gente está fechado com o professor Enderson, está fazendo o trabalho que ele vem propondo. A torcida do Bahia vaiou no final do jogo [Ba-Vi], saímos chateados com o resultado.

 

Qual o seu objetivo pessoal na temporada?
Quero ser campeão do Baiano e da Copa do Nordeste, ir longe na Copa do Brasil e jogar o Campeonato Brasileiro. É um sonho meu, assim como jogar na Europa um dia. Tô muito ansioso. Como eu já disse, é um sonho e não imaginava que aconteceria tão rápido. É agradecer a Deus por tudo.

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