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Allan do Carmo se diz 'dependente da Bahia' e espera bom resultado nos Jogos Olímpicos
Foto: Bruno Concha / Ag Haack / Bahia Notícias
A maratona aquática é um dos esportes em que o Brasil chegará mais forte nos Jogos Olímpicos. O baiano Allan do Carmo contribui para a força da modalidade, que pode trazer uma medalha inédita para o estado. Internacionalmente, os resultados do atleta de 26 anos o credenciam a disputar o pódio olímpico. Vice-campeão na prova de 10km no Mundial de Kazan (Rússia), em 2015, Allan revela que seu único pensamento é a medalha no Rio. Dentre outros assuntos, ele comentou sobre a força da Bahia no esporte – no feminino, Ana Marcela Cunha pode trazer um bom resultado – e revelou que, por ser apaixonado pela Bahia, optou por continuar treinando em Salvador, mesmo com a possibilidade de se transferir para um centro mais bem estruturado. Mesmo com otimismo e elogios, o atleta não deixou de reclamar da falta de apoio do esporte no Brasil. “Talvez, pudesse ter mais apoio de patrocinadores. Mas, essa não é uma exclusividade minha. O esporte no Brasil inteiro precisa de mais incentivadores”, pontuou. O nadador, que não participou da Olimpíada de Londres, em 2012, se enxerga mais preparado do que em sua última participação em 2008, nos jogos de Pequim, quando ficou na 14ª posição, e espera a manutenção do novo centro de natação na capital baiana.
 
Qual a sua expectativa de desempenho para os Jogos Olímpicos?
Não dá pra pensar em outra coisa que não seja a medalha olímpica. Trabalhei os últimos quatro anos pensando nesse momento. Não só eu. Mas toda a minha equipe. Mas, acima de qualquer coisa, a expectativa é de dar o melhor, fazer o máximo, colocar em prática tudo o que foi planejado e fazer valer o apoio que tenho recebido de todos os brasileiros durante esses anos. 
 
O fato de competir em casa pode influenciar numa possível medalha?
Não creio que ninguém tenha vantagem. Maratona aquática é um esporte que só se conhece o favorito no dia. Favoritismo nesse esporte é avaliado de acordo com as condições do mar. Por isso, só na hora pra saber se eu serei favorito ou não. 
 
Você acha que chega mais forte para essa Olimpíada do que em 2008?
Sim. Chego mais experiente, mais maduro. Isso é inegável. Em 2008, tinha apenas 18 anos. De lá pra cá, aprendi muita coisa.  

 


Allan ergue tocha olímpica na Igreja do Bonfim | Foto: Divulgação / Taurus Comunicação
 
Você e Ana Marcela são os grandes nomes da maratona aquática e ambos são baianos. Por que a Bahia tem essa força na modalidade?
Acho que tudo começa pela base. Aqui, temos uma costa marítima propícia para a prática do esporte e temos um circuito baiano que incentiva bastante a formação de novos atletas. Creio também que existe o fator persistência. Com certeza, ficaram no caminho vários bons atletas que poderiam estar hoje entre os melhores do mundo. Vão aparecer outros daqui pra frente. E, quem se dedicar mais, quem persistir, independente de ser baiano, de viver e treinar em nosso Estado, vai vingar. 
 
Ana Marcela saiu do estado para treinar e você continuou aqui. Por que?
Porque encontrei a estrutura de treino que preciso. Sempre priorizei estar perto da minha família, dos meus amigos e do meu povo baiano. Aliado a esse querer, encontrei profissionais de diversas áreas que me garantem o alto rendimento com excelência. Tenho uma equipe multidisciplinar formada por um técnico, fisiologista, nutricionista, fisioterapeuta, educador físico, massoterapeuta, psicólogo e gestor de imagem e comunicação. Estou muito bem acompanhado. Esse é o motivo de ainda estar em Salvador.
 
Se tivesse saído, acha que poderia ter tido mais estrutura?
Não posso mensurar algo que não experimentei. Talvez tivesse. Ou não. O que realmente importa pra mim é que continuo em Salvador e muito feliz pra continuar trabalhando forte, com toda estrutura familiar e profissional. Disso é que não abro mão.
 
Você acha que tem o devido reconhecimento aqui na Bahia?
Sou muito feliz com o carinho do povo baiano. Sou apaixonado por cada gesto de atenção e declaração de torcida que recebo nas ruas, pessoalmente, ou nas redes sociais. Não me canso de dizer que sou dependente da Bahia e do nosso povo. Talvez, pudesse ter mais apoio de patrocinadores. Mas, essa não é uma exclusividade minha. O esporte no Brasil inteiro precisa de mais incentivadores.

 


Nadador se prepara para a Olimpíada | Foto: Divulgação / Taurus Comunicação
 
Qual o legado que você espera que a Olimpíada deixe no país?
Espero que as estruturas e organização necessárias para a realização de um evento desse porte sejam mantidos, zelados e aprimorados. Espero também que o povo e o poder público e privado entendam o quanto um atleta rala pra representar nossa nação e, quem sabe assim, tenhamos muito mais apoio em todos os esportes no Brasil inteiro. 
 
Como você acha que o Brasil irá se sair no quadro de medalhas?
Pela preparação que todos nós atletas brasileiros tivemos, o foco de cada um, a expectativa só pode ser a melhor possível. Espero que tenhamos um recorde num número de medalhas e na classificação geral. Mas, acima de tudo, espero uma festa bonita do esporte, uma recepção que só nós sabemos fazer e que o rendimento dos brasileiros sejam destaque em todos os esportes.
 
E o panorama da natação baiana após a construção da piscina?
Como disse acima, espero que esses equipamentos todos criados com foco na preparação olímpica sejam mantidos e bem trabalhados por quem é de direito. Com certeza, surgirão novos e bons talentos da nova piscina olímpica de Salvador, por exemplo. Vou continuar acompanhando essa renovação e trabalharei e apoiarei esse processo ao máximo. É preciso renovar. Mas, só conseguiremos alcançar essa meta com responsabilidade e empenho de todos. Não adianta repassar responsabilidades. 


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