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Entrevista

Gerinaldo Costa revela que Flu disputará série D graças à torcida: 'Um fenômeno'

Por Glauber Guerra / Matheus Caldas / Ulisses Gama

Gerinaldo Costa revela que Flu disputará série D graças à torcida: 'Um fenômeno'
Gerinaldo Costa | Foto: Glauber Guerra / Bahia Notícias
Campeão baiano, em 1963 e 69; Vice-campeão brasileiro da Série C, em 1992; Vice-campeão do Nordeste, em 2003; Campeão da Taça Estado, em 1999; Campeão da Copa Governador, em 2009 e 2015: esse é o Fluminense de Feira Futebol Clube. O clube da segunda maior cidade do estado é um dos mais tradicionais do interior da Bahia. No entanto, em 2013, a equipe foi rebaixada para a Série B do Campeonato Baiano, vivendo um dos piores momentos de sua história. Em 2015, o Touro do Sertão voltou com toda a força. Conquistou o acesso à Série A do Baianão e faturou a Copa Governador do Estado. Parte dessa reconstrução do time fundado em 1941 deve-se a chegada da equipe de Gerinaldo Costa ao poder do Flu. Agora, o clube disputará novamente uma competição nacional: a Série D do Brasileirão. O presidente do tricolor de Feira comentou sobre a participação que a torcida do clube teve nessa escolha e planeja grandes feitos para 2016.

O Fluminense já definiu a questão do seu mando de campo?
Nós não temos garantia de que teremos campo em Feira pra mandar os primeiros jogos do Campeonato Baiano. Nossa expectativa é para março. A prefeitura acha que pode vir antes. Inclusive, nós já estamos nos planejando para essa possibilidade de mandar os três primeiros jogos fora de Feira de Santana.
 
Na questão da montagem de elenco. A base será mantida?
Sim, estamos mantendo a base que conquistou o acesso à Série A do Campeonato Baiano. Mantivemos essa base que acabou conquistando a Copa Governador do Estado. Consequentemente, manteremos esse elenco para a disputa da primeira divisão baiana.
 
Vocês já conversaram de renovação com Fausto? Soube que ele teve uma proposta do Jacobina. 
Estamos praticamente fechados com Fausto. Nós pretendemos reforçar o elenco com cerca de cinco a seis jogadores e já estamos em negociação com alguns atletas indicados por nosso treinador, Arnaldo Lira. Alguns lá da Paraíba.
 
Como é a emoção de ser campeão na Fonte Nova, como presidente?
Eu sou presidente pela primeira vez, sou calouro. Nunca havia sido dirigente de futebol. Participo há muitos anos do Fluminense como conselheiro, já cheguei a ser vice-presidente do conselho deliberativo. Nós poderíamos dizer que minha chegada à presidência se deu quase de forma repentina. Nós decidimos lançar a candidatura há poucas horas antes das inscrições para as chapas para disputa. Ganhamos a eleição. Ficamos cercados de pessoa com muita experiência e que adotaram o projeto de reerguer a estrutura como um todo, não só o futebol. Esse grupo já está há um ano e meio trabalhando com afinco. Eu diria que estamos tendo resultados nos dois campos. Na área do futebol, tivemos resultados um pouco além do que esperávamos. Nós objetivávamos com força era o acesso, mas fomos com uma estrutura que nos permitiu também obter sucesso na Copa Governador. Internamente, tratando de resolver os problemas de dívidas e reorganizando o patrimônio.
 
O Fluminense aderiu ao Profut?
Aderimos. Um dia antes do Arbitral da FBF, nós demos entrada com o pagamento da primeira parcela de cada dívida e já estamos com a adesão concretizada, aguardando apenas as certidões negativas para a inscrição no campeonato.
 
Os torcedores do Fluminense tiveram boa média de público nos últimos campeonatos. Tem algum planejamento para a torcida em 2016?
Temos um planejamento. Veja bem, nós optamos pela série D, porque praticamente a torcida pressionou. Nós sentimos nisso um termômetro para participação da torcida no Campeonato Baiano. Nós consideramos isso um fenômeno. Nós não esperávamos colocar quase 10 mil no Joia da Princesa num jogo de meio de tabela, não foi nem um jogo decisivo. Depois colocamos quase 12 mil. Como essa torcida vinha já há algum tampo já desacreditando, porque o Fluminense não oferecia realmente possibilidades concretas de ter êxitos; a última conquista nossa havia sido a Copa Estado em 2009. Isso fez com que a gente criasse um elo entre direção, conselheiros e torcida. Temos certeza de que no Campeonato Baiano a torcida vai responder a altura.
 

 

A escolha da diretoria seria a Copa do Brasil?
Veja bem. A nossa preocupação fundamental é financeira. Se você olhar o lado financeiro, ficamos um pouco aquém, no lado técnico fomos além. Então, a gente imaginava que com a Copa do Brasil teríamos um montante de recursos imediato e poderíamos até reforçar a equipe para um bom desempenho no Baiano. Até tentamos convencer a opinião pública, mas não teve jeito. Como o Flu não é de um empresário, não é de donos, mas da comunidade, resolvemos seguir o que a torcida e os conselheiros escolheram.
 
Qual a data de reapresentação do elenco?
Dia 4 de janeiro. Uma pré-temporada de 10 dias próxima a Feira, que nós veremos ainda. Deixamos dezembro para um período de descanso. Viemos de duas competições pesadíssimas. Como manteremos a maioria dos jogadores, deixamos esse mês para descanso. Liberamos eles para ver suas famílias, muitos são casados. No entanto, o trabalho da diretoria não para.
 
Alguns clubes estavam sinalizando uma associação de futebol para os times do interior. O Fluminense foi convidado? O que você acha disso?
Achamos que para a conjuntura atual do futebol baiano, não cabe. Qualquer associação, junção de clubes para discutir, é válido. Mas, no momento, não achamos que cabia. Fomos convidados, mas consideramos que não era o momento de criar essa associação. Pode ser que depois a gente venha a conversar sobre isso. Mas pra esse momento, poderia trazer algumas consequências que não seriam boas, nem pro Flu, nem pra outros clubes.