Victor Ramos: 'Sou Vitória desde pequeno'

O entrevistado da Coluna Esportes desta semana é o zagueiro Victor Ramos, do Vitória. Em conversa com o repórter Glauber Guerra, ele relembrou o início da sua carreira nas divisões de base do Leão, admitiu que é Rubro-negro desde pequeno e se diz confiante no acesso para a primeira divisão. Confira.
Bahia Notícias: Quando você decidiu ser jogador de futebol?
Victor Ramos: Desde pequeno. Entrei na escolinha do Vitória, na sede de praia. Minha avó sempre me leva com 11 anos de idade. E aí fiquei jogando, jogando, chegou uma época que Newton Motta [ex-coordenador de base do Leão e atualmente no Bahia] me chamou e desde 11 anos estou aqui. Sou Rubro-negro desde pequeno. Tive a felicidade de jogar na Europa em 2009 [Standard de Liège – Bélgica], depois fui para o Vasco e hoje retornei para minha casa, que é o Vitória.
BN: Quando você era criança, já jogava na zaga, ou desejava ser atacante como a maioria?
VR: Sempre fui zagueiro. A fila para atacante estava cheia, então decidi ir na menorzinha e graças a Deus, com muito esforço, muita luta, com ajuda de todos de minha família, estou conseguindo meu espaço e devagarzinho estou indo no caminho certo.
BN: Alguém da sua família foi contra a ideia de você ser jogador de futebol?
VR: Minha família sempre me apoiou. Meu pai, minha mãe, minha avó principalmente. Elá é minha vida. Tenho até uma tatuagem dela. Minha avó sempre me apoiou e me deu uma força maior na minha vida. Desde pequeno pegava no meu braço e dizia: “Vamos treinar, vamos”. Teve uma época que eu fiquei até desmotivado, e ela dizia: “Você tem um futuro brilhante, se Deus quiser vai dar tudo certo”. Minha família sempre me apoiou e deu um auxílio por trás e hoje estou dando retorno a eles graças a Deus.
BN: Pelo fato de você ser oriundo da classe média, isso te atrapalhou no início da carreira?
BN: Na Bélgica, você venceu um torneio nacional e ainda disputou a Champions League. Como foi essa experiência?
BN: E no Vasco, o que aconteceu que você não foi bem lá?
VR: Acho que tudo na vida, em todas as profissões, você tem que ter uma sequência. Se você não tiver uma sequência, fica complicado mostrar o seu trabalho. Então, infelizmente no Vasco não pude mostrar o meu futebol, que mostrei aqui [no Vitória], na Bélgica e na Seleção [sub-20]. Infelizmente machuquei. Acontece. O futebol tem dessas coisas. Quando comecei a ter uma sequência, o treinador me tirou do time. Então, agora é pensar no Vitória. Estou tendo sequência aqui, estou bem, e vamos nessa caminhada aí. O que passou, passou.
BN: No início do ano seu nome foi apontado em uma negociação com o Bahia. Houve algum contato do Tricolor?
BN: Esse ano será o do retorno para a primeira divisão?
VR: No ano passado, acompanhei de longe, infelizmente não subimos. Esse ano, estamos no caminho certo, com pé no chão, com humildade e trabalhando com tranquilidade. O time está bem, em uma sequência muito boa, se encaixando aos poucos, do jeito que Carpegiani está pedindo. Então, tem tudo para crescer e decolar. Viemos de duas vitórias. O foco agora é com o Goiás, depois o Avaí, se Deus quiser vamos fazer uma sequência boa, para não deixar os adversários se distanciarem.
BN: Mande um recado para a torcida do Vitória.
VR: Quero dizer, que graças a Deus, estou dando o máximo a cada jogo. Não só eu, como todo o time. E que venha lotar o Barradão para o jogo contra o Avaí, dar aquele apoio (…) No final do ano, com fé em Deus, estaremos todos juntos comemorando a volta para a Série A.
