Tatiane Souza
Foto: Sandra Midlej

Nesta semana, o Bahia Notícias entrevistou a única representante da Bahia entre as quinze melhores triatletas do Brasil. Campeão Baiana de 2011, de forma antecipada, Tatiane Souza falou um pouco mais sobre o esporte e explicou os motivos que a levou trocar a natação pelo Triathlon. Sem grandes problemas com patrocínio, o que para muitos sooa como surpresa, a soteropolitana luta por uma vaga nos Jogos Olímpicos de 2016.
Bahia Notícias: Como surgiu o interesse pelo Triathlon?
Tatiane Souza: Sabe quando você faz uma coisa por muito tempo e depois acaba enjoando dela? Aconteceu comigo quando eu estava na natação. Conheci algumas meninas que já praticavam o esporte e elas me incentivaram muito. Criei gosto pelo Triathlon, os resultados foram aparecendo e eu sou apaixonado pelo que faço.
BN: Na Bahia, muitos atletas, principalmente quando o esporte não é o futebol, reclamam da falta de patrocínio. Você sofre com isso?
Tatiane: Graças a Deus, em relação a patrocínio, eu não tenho do que reclamar. Através do meu treinador, eu consegui o patrocínio da Golden Plus e da Boticário, que por sinal um deles também é triatleta. Todo mês eles me pagam um valor para que eu possa treinar, viajar, comprar os materiais de competição e participar dos torneios, tanto eu como também o meu técnico.
Tatiane: Graças a Deus, em relação a patrocínio, eu não tenho do que reclamar. Através do meu treinador, eu consegui o patrocínio da Golden Plus e da Boticário, que por sinal um deles também é triatleta. Todo mês eles me pagam um valor para que eu possa treinar, viajar, comprar os materiais de competição e participar dos torneios, tanto eu como também o meu técnico.
BN: Onde conheceu Marcelo Affonso, seu treinador, e como é a rotina de treinamento?
Tatiane: Quando cheguei ao esporte ele era presidente da Federação Baiana de Triathlon e depois virou meu treinador. Eu, toda terça e quinta-feira, começo a pedalar às 5h da manhã no Farol da Barra. Segunda, quarta e sexta faço natação, corrida e musculação. Geralmente, dia de sábado, faço transição com ciclismo e corrida. Aos domingos, quando não estou em competição, uso o dia todo para descansar.
Tatiane: Quando cheguei ao esporte ele era presidente da Federação Baiana de Triathlon e depois virou meu treinador. Eu, toda terça e quinta-feira, começo a pedalar às 5h da manhã no Farol da Barra. Segunda, quarta e sexta faço natação, corrida e musculação. Geralmente, dia de sábado, faço transição com ciclismo e corrida. Aos domingos, quando não estou em competição, uso o dia todo para descansar.
BN: Entre as três modalidades do Triathlon qual você considera que ainda precisa melhorar durante às competições?
Tatiane: As três são complicadas. Mas, eu acredito que a corrida, por ser a última modalidade nas provas, se torna a mais complicada muito por conta do cansaço também.
Tatiane: As três são complicadas. Mas, eu acredito que a corrida, por ser a última modalidade nas provas, se torna a mais complicada muito por conta do cansaço também.

BN: Ser a única representante da Bahia entre as 15 melhores do país pesa um pouco mais?
Tatiane: Na elite do Triathlon sou a única do estado. A responsabilidade é muito grande. Poder representar à Bahia torna a cobrança ainda maior, mas se não existir à cobrança a gente não desenvolve também, não é? E quando estamos competindo aqui, diante da família, dos amigos, a cobrança fica gigante. Mas eu posso dizer que não tem situação que possa substituir esse sentimento de competir ao lado de quem você gosta.
Tatiane: Na elite do Triathlon sou a única do estado. A responsabilidade é muito grande. Poder representar à Bahia torna a cobrança ainda maior, mas se não existir à cobrança a gente não desenvolve também, não é? E quando estamos competindo aqui, diante da família, dos amigos, a cobrança fica gigante. Mas eu posso dizer que não tem situação que possa substituir esse sentimento de competir ao lado de quem você gosta.
BN: Quais são as maiores dificuldades de uma atleta do Triathlon baiano quando sai para competir fora do estado?
Tatiane: Nós aqui não temos uma grande estrutura para treinamentos. Precisamos ter horário para treinar, que geralmente é de madrugada, e isso atrapalha um pouco no nosso desenvolvimento. Os atletas de fora, pelo menos a maioria, têm à disposição um centro de treinamento que aqui não tem. Mas, nada que a força de vontade de crescer no esporte não faça você passar por cima das coisas e alcançar os seus objetivos dentro do Triathlon.
Tatiane: Nós aqui não temos uma grande estrutura para treinamentos. Precisamos ter horário para treinar, que geralmente é de madrugada, e isso atrapalha um pouco no nosso desenvolvimento. Os atletas de fora, pelo menos a maioria, têm à disposição um centro de treinamento que aqui não tem. Mas, nada que a força de vontade de crescer no esporte não faça você passar por cima das coisas e alcançar os seus objetivos dentro do Triathlon.
BN: Hoje, quais são os seus planos para o Triathlon e quem você apontaria como sua grande incentivadora?
Tatiane: Infelizmente, por alguns motivos, eu não consegui pontuar no ranking dentro de um tempo hábil para as Olímpiadas de 2012 e as meninas já foram selecionadas. Mas meu grande objetivo, hoje, é estar na Olimpíada de 2016, representando meu estado. Meu grande exemplo, minha referência, além de incentivadora, é dona Vera Lúcia, minha mãe e também uma triatleta.
Tatiane: Infelizmente, por alguns motivos, eu não consegui pontuar no ranking dentro de um tempo hábil para as Olímpiadas de 2012 e as meninas já foram selecionadas. Mas meu grande objetivo, hoje, é estar na Olimpíada de 2016, representando meu estado. Meu grande exemplo, minha referência, além de incentivadora, é dona Vera Lúcia, minha mãe e também uma triatleta.

BN: Qual competição, fora do país, marcou a sua carreira?
Tatiane: Foi um mundial que eu disputei na cidade de La Paz, na Argentina, em 2009. Me senti muito feliz por representar o Brasil lá, mas foi uma prova com o nível técnico completamente diferente. Foi muito importante estar lá, não só para saber como estão as atletas dos outros países, mas também conhecer o sistema de competição e me desenvolver ainda mais no esporte.
Tatiane: Foi um mundial que eu disputei na cidade de La Paz, na Argentina, em 2009. Me senti muito feliz por representar o Brasil lá, mas foi uma prova com o nível técnico completamente diferente. Foi muito importante estar lá, não só para saber como estão as atletas dos outros países, mas também conhecer o sistema de competição e me desenvolver ainda mais no esporte.
BN: Para finalizar, como você enxerga, hoje, o Triathlon na Bahia?
Tatiane: Está como nunca esteve antes. Hoje, eu posso dizer que existem muito mais mulheres no Triathlon, muito mais gente começando a procurar o esporte. O Triathlon está crescendo, cada dia mais visível. Com a Olímpiada batendo na porta acredito que não só o Triathlon, como todos os esportes, estão desenvolvendo cada vez mais dentro do país.
