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Craques não praticantes

Por Glauber Guerra

Craques não praticantes

Como vivemos no século do politicamente correto, todo cuidado é pouco com o que se fala ou escreve. Então, para que os patrulheiros dessa doutrina hipócrita não fiquem cheios de mi mi mi por aí, resolvi denominar os jogadores que são desprovidos de talento ou que estão em decadência nas suas carreiras como “craques não praticantes”. No futebol baiano estão cheio deles. Muitos resolveram desembarcar em solo baiano e usar as agremiações como rota de pré-aposentadoria, ou de turismo.

No Vitória, temos como exemplo de craque não praticante, o meia Lúcio Flávio, de 32 anos. Salário alto e desempenho pífio. Sorte do Rubro-Negro, que ele conseguiu arranjar um contrato no Paraná e assim desafogou a folha do clube (cerca de R$ 150 mil). Já no Bahia chovem casos. Zé Roberto, Mancini, Kleberson, Ciro, Claudio Pitbull são alguns deles. Zé Roberto atuou em 40 jogos e não fez nada. Moroso dentro de campo, não esboçava nenhum esforço. Não chegou nem a 5% de suas boas atuações na epóca de Vitória, Flamengo e Botafogo. Claudio Pitbull, parece que veio com a “pata quebrada”. Seu “grunhido” não assustou os adversários. Inofensivo, fez apenas um gol (sem querer). Antes de desembarcar no Tricolor, não balançava as redes há 15 meses. Será que o responsável pela sua contratação não viu esses dados?  Mancini, emprestado pelo Atlético-MG, não mostrou para que veio. Excelente jogador no passado, mas atualmente parece que não tem mais tesão em atuar. Inúmeras partidas sofríveis. Lamentável. Pentacampeão em 2002, Kleberson vinha bem no Flamengo. Mas no Bahia, parece que esqueceu de trazer na sua bagagem as boas atuações. Concordo com o colega Éder Ferrari em seu artigo, que ele foi a maior decepção. O que pode ter acontecido? Algum problema extra-campo ou não conseguiu se adaptar ao clube. Como tem contrato até 2014, poderia ter a última chance na Copa do Nordeste ou Baianão.

Mas não é por ser um atleta veterano, ou ter sido um ótimo jogador no passado, que não serve. Zé Roberto de 38 anos, atualmente no Grêmio, ainda mostra habilidade de sobra. Sem falar em Juninho Pernambucano, Seedorf, Deco, Forlán e Léo, que dispensam comentários. No Bahia em 2011, Ricardinho foi contratado e sempre que entrou não comprometeu e mostrava disposição em campo, diferente de Mancini, Claudio Pitbull e Zé Roberto.

Agora, vou falar de um jovem: o atacante Ciro, de 23 anos. Esse deixou o seu bom futebol guardado a sete chaves na Ilha do Retiro, em Recife. Desde que saiu de lá, nunca mais jogou bem. No Flu esteve abaixo das expectativas, assim como no Esquadrão de Aço. Alguma coisa aconteceu para essa queda de rendimento monstruosa. Será que cansou do futebol? Problemas extra-campo?  Ele é novo e tem futuro. Não desaprendeu a jogar de futebol do dia para noite. Bom, mas como pertence ao Flu, eles que resolvam esse pepino.

Que sirva de lição para os dirigentes de Bahia e Vitória para que não contratem em excesso os craques não praticantes, desprovidos de talentos e que utilizam as agremiações como rota de pré-aposentadoria ou um clube de férias.