Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Holofote
Você está em:
/
/
Coluna

Coluna

Mesclar

Mesclar

Reviravoltas no futebol ocorrem em todas as rodadas seja qual for o campeonato. No entanto, não é por que é comum, que é fácil. Principalmente quando se tem uma atuação absolutamente desastrosa, como aconteceu no primeiro tempo da partida com o Grêmio. Joel Santana, sem conhecimento do elenco, seria incoerente se não mantivesse a escalação do triunfo seguro contra o Flamengo. Contudo, pelo tempo de futebol, deveria saber que faltava vida ao meio de campo. Como falei após a vitória sobre o Urubu, o Bahia contou com a péssima atuação dos principais jogadores rubro-negros para mascarar a deficiência da marcação.

 

Esperar que a sorte sempre apareça não é uma boa estratégia. Com Fábio Rochemback e Douglas jogando o fino da bola, o Bahia não conseguiu acompanhar o toque de bola rápido e variado gremista. Fahel e Fabinho tiveram um primeiro tempo pavoroso! Não ganharam uma no mano a mano, ficaram perdidos no posicionamento e na movimentação gremista e, para coroar a atuação dos 45 minutos iniciais, erraram muitos passes simples, de três, quatro metros. Celso Roth, que parece ter analisado cirurgicamente o tricolor, colocou velocidade em cima de Jancarlos. Carlos Alberto e Fabinho, que dão o suporte ao lateral, foram lentos e tiveram pepinos a resolver no meio de campo. Jan, que continua jogando de calça jeans, foi alvo fácil, ainda mais com Paulo Miranda realizando a pior partida pelo Bahia. O zagueiro é quem faz a cobertura atrás do lateral. O Grêmio fez dois, mas poderia ter feito cinco. Saiu no lucro!

 

O segundo tempo foi bem diferente. Joel observou bem o que aconteceu na primeira etapa e tirou Jancarlos para colocar Maranhão. Marcos deu outra vida à marcação e o apoio pela direita, enquanto o garoto, que tem de ser titular no ataque no lugar de Reinaldo, mostrou a velha personalidade. Deitou e rolou e criou muitas chances de gol. Fahel cresceu muito e puxou Fabinho com ele, mas nem tanto. Com a pouca velocidade do trio ofensivo, Ricardinho não conseguiu jogar. Sabendo disso, o Grêmio sempre fechava com dois ou três em cima dele para rouba a bola na intermediária. Jones entrou muito bem e, mais uma vez, mostrou como consegue se adaptar taticamente a várias funções. Uma pena que só podem ser feitas três modificações. Era preciso umas cinco, ainda mais com Souza pedindo para sair. Fisicamente, o time não agüenta os 90 minutos.

 

Não é uma questão de trocar a técnica pela força, mas tem de saber mesclar. Com a escalação que iniciou a partida, o Bahia vai se criar poucas vezes. Reinaldo e Souza não podem ser os atacantes: só pode jogar um dos dois. Fabinho, Ricardinho e Carlos Alberto também. Como os dois últimos são diferenciados e sabem se impor, o volante tem de sobrar. Carlos Alberto deve ir para o ataque e alguém veloz jogar com Ricardinho. Marcone ou Diones funcionariam bem melhor, arrisco a dizer física, técnica e taticamente do que Fabinho. Joel deve saber disso e não pode escalar por nome. Torcer, acreditem, para Dodô se recuperar e jogar domingo contra o Atlético Mineiro. Evita Marcos na esquerda e o improviso de Maranhão que, assim, fica livre para jogar na sua. Está merecendo essa chance! O momento é decisivo e não se pode mais errar!