Disparidade
Foram duas lamentáveis derrotas em Curitiba, sendo que a do Bahia contra o Coritiba, perfeitamente normal e aceitável, enquanto a do Vitória diante do Paraná, deprimente e inexplicável.
O Tricolor jogou sem quatro dos seus melhores jogadores – Gabriel, Souza, Titi e Dani Morais –, perdeu de 2x1 para o Coritiba, que é uma equipe de boa qualidade, e o time de Jorginho, que até poderia ter perdido de mais gols se não contasse com o excelente Lomba, que foi o melhor da partida. Mas não se entregou em momento algum. Teve os seus problemas de recuo no segundo tempo, mas, também, em alguns momentos, procurou o ataque, teve suas chances, não foi humilhado.
Marcelo Lomba fez um jogo digno de Seleção. É pena que o Mano Menezes já tenha firmado conceito sobre Jefferson, do Botafogo/RJ e Diego Alves, este, aliás, reserva no Valência da Espanha.
Já o Rubro-Negro, com pompa de líder da Série B, praticamente com o time completo, só não contando mesmo com o lateral Nino Paraíba e o atacante William, foi um fiasco diante de um Paraná que beira a zona do rebaixamento. Praticamente só agrediu no último minuto, quando fez um gol, mas já perdia de 3x0.
Temos que considerar uma grande diferença: o Bahia disputa uma primeira divisão em que., pelas condições financeiras que dispõe, não está entre os times de ponta. O Vitória, na segunda divisão, é um dos maiores orçamentos de todos os concorrentes.
Então, o futebol pífio do sábado contra o Paraná só tem uma utilidade, a de os dirigentes rubro-negros alertarem os seus jogadores, exigindo mais empenho nos próximos jogos, sob pena de a torcida voltar a passar uma grande decepção.
Ainda acho que o Bahia não cai e o Vitória sobe, mas, sinceramente, o futebol fraco do time de Carpegiani nesta última rodada, é para qualquer cidadão colocar as barbas de molho.
Há, portanto, derrotas que até podem ser absorvidas sem grandes conseqüências, mas outras são como se estivessem sendo anunciada a proximidade de uma grande catástrofe. E enquanto isso não se materializa, é prudente que dirigentes, técnicos e jogadores do Vitória consigam logo apagar esta triste impressão.
