Vitória da ousadia
Vou fazer diferente desta vez e quero começar elogiando a torcida do Vitória no jogo deste sábado, em que o Leão bateu o Goiás por 3 x 1, dentro do Barradão. Que festa maravilhosa, amigo! Gostei muito do apoio do torcedor que compareceu à casa rubro-negra. Esse apoio é fundamental para o time seguir em frente rumo ao título da Série B.
O que não fiquei satisfeito mesmo foi com uma parte desta mesma torcida, que incentivou na maior parte do tempo, ao vaiar um menino como Willie. Critiquem outros, como Fernando Bob, que é fraco e já provou isso, mas o garoto não. Sua atuação não foi das melhores, porém, é um jovem que precisa daquela força nos piores momentos. Por isso, muitas vezes, nossas revelações seguem para outros clubes quando menos esperamos.
Mas vamos para o que interessa mesmo: bola rolando. Primeiro tempo truncado, chato demais e muito corrido. Pensei, assim que a equipe de Paulo César Carpegiani abriu o marcador, que as coisas poderiam fluir com tranquilidade. Me enganei completamente. O adversário goiano tem qualidade e é bem montado taticamente. Anulou os meias rubro-negros – mesmo o setor bem povoado – e foi eficiente em contra-ataques.
Na etapa final, outra postura, de vencedor, diga-se de passagem. Carpegiani colocou o time mais ofensivo, sem medo de ser feliz. A substituição de Dinei no lugar de Bob foi ousada e essencial. Não tenho nenhuma dúvida, também, que o centroavante é o melhor tecnicamente do elenco baiano. Rápido e inteligente, porém, ainda fora de forma.
Quero parabenizar, mais uma vez, Elton. Durante muito tempo, não tive a certeza que resolveria o ataque após a saída de Neto Baiano. Está provando o contrário. Batalhador, solidário e, principalmente, matador. Se sobrar, ele faz. E para melhorar ainda mais esse seu papel tático, é um pivô diferenciado. Observa muito antes de fazer tomar qualquer atitude.
Quem me surpreendeu foi o lateral-direito Carlinhos. Podem achar que ele não fez muito, mas ele atuou em um confronto apenas com a camisa do clube, depois de meses sem jogar, e entrou nesta fogueira. Merece ter mais oportunidades, porque, diferente de outros, quer vencer na carreira.
E antes de terminar, não poderia deixar de citar Tartá. Admito que me deixou surpreso sua presença. Carpegiani não o testou em nenhum momento durante os treinamentos, porém, deu conta do recado e fez um golaço. Ainda não tenho certeza se é o cara ideal, mas provou que merece ser lembrado, assim como Marquinhos, que entrou voando. Ambos têm utilidade, pelo menos no banco de reservas.
Essa vitória foi importante, mas já passou. A partir deste sábado à noite, o pensamento é só no Avaí, que já começou a jogar sua toalha. É chegar em Florianópolis e ganhar, porque isso é o que interessa.
Vamos, Leão!
