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Futebol está ficando chato - parte 2

Por Glauber Guerra

Futebol está ficando chato - parte 2

Pensei que ia demorar em voltar a tocar nesse assunto,
mas percebi que o “apocalipse” está próximo. O que foi aquele cartão amarelo para Neymar, após comemorar o segundo gol, no triunfo por 2 a 1 em cima do Coritiba? Pois é amigos, já estamos vivendo uma ditadura “dos bons costumes” imposta pela patrulha do politicamente correto.

Charles Miller, quando desembarcou no Brasil em 1894, trouxe na bagagem uma bola, um par de chuteiras, uniformes usados, uma bomba de encher e um livro com as regras do futebol. Além disso, incluiu a gozação sadia, o bom humor e a irreverência. Porém, a cada dia que passa, a patrulha fecha o cerco, até chegar o dia do “juízo final”, quando após um gol o atacante terá que pedir desculpas ao adversário pelo tento anotado. Se continuar a trilhar esse caminho, o futebol vai se tornar um esporte chato, monótono,  que nem uma criança de um ano de idade irá suportar em ver. Não duvido nada que daqui uns dias seja proibido vencer com mais de quatro gols de diferença, com o argumento de “atitude antidesportiva”. Como eu já disse anteriormente aqui nesse espaço: vamos punir a violência, a briga entre torcidas e não acabar com o espetáculo.

Copa Estado promete

A vaga na Copa do Brasil despertou o interesse das agremiações do interior na Copa Governador do Estado. Fluminense Feira, Atlético de Alagoinhas, Jacuipense e o Bahia de Feira fizeram até o momento os maiores investimentos. Só para se ter uma ideia, cada fase que o time passar terá cerca de R$ 120 mil nos seu cofres (valor pago pela CBF na edição deste ano). Uma quantia significativa, que impulsionará as equipes do interior. Sem falar, que a Copa Estado serve de preparação para o Campeonato Baiano e assim os clubes já chegam no Estadual com o entrosamento devido. O certame promete e tem tudo para ser um dos mais disputados.

Assisti no último domingo o empate em 1 a 1 do Jacuipense com o time B do Bahia. O Leão do Sisal fez um bom jogo e contou com as boas intervenções do goleiro Tigre, que salvou o time de um revés. Falando nisso, o Tricolor perdeu uma chuva de gols, principalmente com o ataque Nadson, que desperdiçou pelo menos quatro boas chances. Já o seu xará, do Jacuipense, o “Nadgol”, fez jus a sua alcunha e anotou um belo gol. De cobertura, sem chances, para Renan. Percebi uma organização no clube e  acho que o Jacuipense tem tudo para ir longe na competição.