Faltou vontade
Não sei se é impressão minha, mas neste segundo turno estou acompanhando um Vitória sem vontade de vencer e isso ficou evidente no empate sem gols contra um frágil Guarani, que nada tem mais a pensar na segundona, a não ser no final dela. Foi duro de assistir um time desmotivado e jogando um futebol displicente.
Primeiro, vou fazer uma crítica à defesa. Estou cansado de falar que Léo não é jogador para vestir a camisa rubro-negra. Amigo, se não Nino Paraíba, improvisa com Gabriel Paulista, mesmo não sendo a melhor opção, coloca Dimas, faz qualquer coisa, porque, ao contrário disso, a direita vai ser uma mãe para o adversário.
Quando Léo saiu, lesionado, a equipe cresceu, evoluiu, criou lances. É tão difícil, realmente, fazer isso? Mesmo sem estar adaptado à função, Gabriel conseguiu fazer o que ele não fez o tempo que esteve em campo. Atacou, marcou muito bem e abriu espaços para os meias e atacantes.
Mas o que me deixou feliz mesmo foi ver Willie de volta. É garoto, erra um pouco, ajuda muito Pedro Ken no setor ofensivo, contudo, tem saúde de sobra. Isso, em uma Série B, é fundamental. Espero que ele seja mantido, porque Tartá, com todo respeito, só é um ótimo reserva.
Vou dizer uma coisa para vocês: o Bugre não tem nada e ainda ficou com um a menos na metade da etapa final. Era para ter aproveitado isso. Agora perdeu mais uma chance de se distanciar na tabela de classificação. Não estou dizendo que é um perigo, mas serve como alerta.
É impressionante como o time de Paulo César Carpegiani mudou nestes últimos cinco jogos. Perdeu o ânimo. Acho que, independente da parte tática, o que deve ser feito neste momento é o trabalho psicológico, porque, querendo ou não, o acesso e o título estão próximos. Essa é a hora da entrega, pois o cansaço tem pesado muito.
