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Brincadeira de mau gosto!

Brincadeira de mau gosto!

Vou dar uma de treinador conversador: “não gosto de falar sobre arbitragem!”. Quando escuto algum “professor” falando isso dou muita risada. Serve apenas como justificativa para criticar mais um erro rotineiro. Virou uma coisa muito chata essas falhas infantis da arbitragem brasileira. Todo jogo você é obrigado a tirar uma parte da discussão para analisar a incompetência generalizada. Quem pode ser considerado um grande juiz atualmente? Um grande auxiliar? Não é choro e sim preocupação! Sei que errar é humano, mas não se preparar para corrigi-los também é.



Resolvi falar sobre arbitragem não apenas pelos seguidos erros, mas pela falta de ética e preparo da Comissão Nacional. Não há reciclagem e tudo parece ser feito “nas coxas”. Como você pode colocar para apitar uma partida um juiz, no caso o fraco Sandro Meira Ricci, de um jogador, Neymar, que ele está processando? Acusa o atacante de tê-lo chamado de “ladrão” no Twitter. O santista se defende dizendo que teve a conta invadida. O STJD o absolveu. É no mínimo abrir espaço para as acusações rolarem dos dois lados, com razão ou não. Moral da história: em um lance dentro da área contra o Atlético-GO, Neymar foi claramente derrubado e Sandro nada marcou. Para completar ainda deu amarelo por encenação. Será que o jogador não poderia processá-lo por isso? Aliás, se à moda de Ricci pega, daqui a pouco só vai restar isso nos tribunais...



Por falar nisso, será que não cabia a um torcedor do Bahia processar o auxiliar Rodrigo Henrique Corrêa? Existem coisas básicas no futebol e uma delas é que não existe impedimento em cobrança de lateral. Pois ele marcou! Esqueceu a regra ou estava desligado no lance? De uma forma ou de outra, não tem desculpa. Isso faz com que o erro ao anular o gol de Carlos Alberto não seja perdoado. Não entra naquela história de lance difícil. Isso quando não rolam supostas ameaças, como as denunciadas pelos jogadores do Flamengo na partida contra o Figueirense. Verdade ou mentira, não é a primeira vez que se escuta isso.



Jogadores viciados e critérios “frescos”. No Brasil, existem muitas faltinhas, o que torna o jogo mais chato e travado. É muita “nojeira” para um esporte de contato e eles sempre vão acontecer. A verdade é que a arbitragem brasileira e mundial precisa ser revista em todas as instâncias. Insisto em questionar: por que tudo ao redor do futebol é profissional, menos os comandantes das partidas? Pontos são perdidos e nada acontece com os “homens de preto”. Fiquem tranqüilos que na próxima rodada, lá estarão eles novamente na escala.



Bahia



Está ficando repetitivo e desmotivador assistir e comentar os jogos do Bahia. É sempre a mesma coisa. Zagueiros dentro da área de defesa com o time atacando e os volantes apenas com funções defensivas. Com os laterais em má fase, não tem como um time ter posse de bola e domínio do meio de campo. Uma coisa fácil de resolver nos treinamentos, mas René Simões, que está tendo tempo de sobra para treinar o time entre as rodadas, não corrige. Outra coisa injustificável para mim foi à entrada de Fabinho no lugar de Marcone. Não fez por onde e, se o segundo teve uma queda de rendimento, o primeiro, ainda assim, não havia alcançado nível suficiente para ganhar a posição. A desastrosa partida contra o Internacional provou isso. Coerência, professor!