Técnicos e táticas
Caio Júnior e Paulo César Carpegiani podem até não alcançar os seus objetivos, mas é visível seus conceitos já se materializam nos nossos dois times. Carpegiani encontra uma forma mais bonita e confiável de o Vitória jogar e Caio se aplica para conseguir o máximo de um Bahia que precisa espantar o fantasma do abismo.
Os dois últimos jogos mostraram a importância dos dois treinadores, que têm procurado associar a garra a esquemas eficientes, que possam colher vários resultados com autoridade e sem o sufoco de rodadas anteriores. O Bahia ainda está numa fase de transição – e este triunfo contra a Ponte Preta teve uma participação fundamental da orientação de Caio.
O Bahia teve garra, determinação, empenho coletivo, mas taticamente executou tudo o que seu treinador disse antes da partida. Jogou reforçado e atento na defesa, contragolpes fortes, sempre se valendo dos erros adversários. Execução dez, aproveitamento quase dez, porque em três ótimos contragolpes, dois gols e uma bela e merecida vitória.
O Vitória exibiu as duas faces nos dois últimos jogos: em BH, contra o América, se superou pela luta incansável do grupo, até virando um jogo em que perdia com um jogador a menos. No Barradão, diante do Guaratinguetá, foi um triunfo da autoridade de um time que já assimila os conceitos de seu treinador, que já não se vê mais forçado e “inventar”, único aspecto que merece críticas.
Por tudo isso, nossos times entram numa fase de boa expectativa: o Vitória de continuar a sua bela trajetória de triunfos, caminhando para a primeira divisão, e o Bahia a da recuperação, procurando sair logo de uma zona da tabela muito preocupante, em se tratando de Brasileiro da Série A.
