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Sufoco desnecessário

Por Maurício Naiberg

Sufoco desnecessário
Sou da seguinte teoria na Série B: não importa como seja o triunfo, ele tem que vir de qualquer jeito. Posso escrever mil coisas sobre o jogo em que o Vitória venceu o ASA por 3 x 2, mas vou tentar simplificar o que vi durante os dois tempos distintos completamente, muito por culpa do próprio rubro-negro baiano. 
 
Fiquei satisfeito, principalmente, com os primeiros quarenta e cinco minutos. O time de Carpegiani jogou de uma forma compacta, sem dar espaços ao fraquíssimo adversário alagoano – posso cravar aqui que a equipe de Heriberto da Cunha vai cair de divisão – e apertando o sistema defensivo desde a saída de bola. Isso é fundamental em uma equipe que brigará por uma vaga na primeira divisão. 
 
Esse bom desempenho, sem dúvida, tem um responsável: Pedro Ken. Já vou adiantando aqui que ele será um dos grandes nomes desta campanha vitoriosa do Leão que está se desenhando. Marca, apoia o ataque, chuta com eficiência e é inteligentíssimo. É um jogador completo e extremamente aplicado taticamente. 
 
O que me deixou preocupado mesmo foi o apagão geral no segundo tempo. Aconteceu em Goiânia, há algumas semanas, e parece que o grupo não aprendeu. O pior mesmo é tomar um sufoco desnecessário de um time horroroso como esse do ASA. Dois gols inexplicáveis e uma letargia de Carpegiani para modificar uma equipe cansada e desgastada. Poderia custar caro esse erro. 
 
Esse posicionamento de Carpé, por sinal, é um pouco suicida. Vocês perceberam que as jogadas dos adversários rubro-negros desde que o gaúcho entrou no comando, na maioria das vezes, começam pelo meio? Sabem por quê? Os meias saem para auxiliar a marcação com os laterais e deixam os buracos no setor. Michel e Uelliton ficam expostos e quando um desses não tiver em um dia legal, a defesa vai ter problemas.  
 
Agora, a torcida tem que comemorar esse bom momento na temporada e parar de reclamar de tudo. Faça um favor: no dia 28, contra o CRB, dentro do Barradão, compareça e deixe o radinho de lado, independente do resultado diante do Atlético-PR. 
 
São quatro triunfos consecutivos e uma regularidade que anima. Esse elenco tem tudo para subir campeão da segundona. 
 
Estou botando fé!